Brasil, Argentina, Chile e Uruguai condenam atos de violência na Venezuela

Buenos Aires, 10 jun (EFE).- Os chanceleres de Brasil, Argentina, Chile e Uruguai lamentaram nesta sexta-feira em um texto conjunto a violência registrada ontem em Caracas, na Venezuela, sofrida pelo deputado opositor Julio Borges, entre outros, e reafirmaram que as autoridades têm a "responsabilidade" de garantir o direito à "liberdade de expressão".

"Os chanceleres (...) desejam manifestar que lamentam os atos de violência registrados em Caracas, onde vários cidadãos, inclusive parlamentares, foram agredidos, assim como condenam todo ato de violência, independentemente de sua origem", diz o documento conjunto.

Os ministros das Relações Exteriores de Brasil, José Serra; Argentina, Susana Malcorra; Chile, Heraldo Muñoz; e Uruguai, Rodolfo Nin Novoa "reafirmam" no texto que as autoridades "têm a responsabilidade de garantir o direito às manifestações pacificas e à livre expressão de ideias".

Além disso, os chanceleres fizeram um chamado para que, "como prometeu o governo (venezuelano), sejam investigadas as responsabilidades pela violência" e pediram que as diferenças sejam resolvidas "através do diálogo pacífico e com métodos democráticos".

Os ministros também mencionaram em seu documento a comissão internacional que promove o diálogo na Venezuela, criada em abril e integrada pelos ex-presidentes José Luis Rodríguez Zapatero (Espanha), Martín Torrijos (Panamá) e Leonel Fernández (República Dominicana).

Serra, Malcorra, Muñoz e Nin Novoa esperam "que o processo de facilitação realizado pelos ex-presidentes possa chegar a resultados positivos, e em um tempo razoável, para o benefício de todas as partes envolvidas".

Pelo menos 60 deputados opositores protestavam em frente à sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) na capital venezuelana para exigir uma resposta do órgão sobre o processo de ativação do referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro, para o qual a oposição apresentou em maio mais de 1,3 milhão de assinaturas.

A violência começou quando os deputados tentaram passar a barricada montada pela polícia e pela Guarda Nacional, que fazia a segurança do CNE, e foram dispersados à força. Em seguida, os parlamentares ocuparam metade da rua e foram agredidos por supostos simpatizantes do chavismo.

Borges, presidente da bancada opositora na Assembleia Nacional (parlamento), recebeu fortes golpes no rosto por parte de supostos partidários do chavismo, e outros parlamentares foram vítimas de ações similares, sem que se conheça até o momento a magnitude das agressões.

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