Chanceler diz que "não é possível" realizar revogatório na Venezuela em 2016

Caracas, 11 jun (EFE).- A chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou neste sábado que "não é possível" realizar o referendo revogatório neste ano e que, segundo a Constituição, este mecanismo deveria ser solicitado no dia 11 de janeiro, um dia após ser concluída a metade do mandato do presidente Nicolás Maduro.

"A metade do mandato se deu no dia 10 de janeiro e, portanto, o processo deveria se iniciar em 11 de janeiro, infelizmente a oposição venezuelana mentiu à comunidade internacional, mentiu ao país dizendo que estamos no prazo para o referendo", disse Rodríguez ao término de uma reunião com a delegação diplomática.

A ministra venezuelana de Relações Exteriores explicou em declarações ao canal estatal "VTV" que o "único referendo revogatório para mandato presidencial" na Venezuela ocorreu em 2004 contra o então presidente Hugo Chávez.

"Entre o momento da coleta das assinaturas para ativar o mecanismo revogatório e a realização do referendo revogatório se passaram 520 dias, isto é muito importante de ser esclarecido à delegação diplomática", acrescentou.

"É por isso que não é possível realizar o referendo revogatório no ano de 2016, porque assim está estabelecido na Constituição em seu artigo 72, assim está estabelecido nas normas, leis e regulamentos que regulam esta figura do referendo", complementou.

Rodríguez indicou que o país está na etapa em que os cidadãos recorrem a uma organização política para solicitar a ativação do processo de referendo revogatório do mandato presidencial, para o qual deve se credenciar 1% do registro eleitoral, o equivalente a 200 mil assinaturas.

Sobre o anúncio do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que 605.727 assinaturas "não cumpriram os critérios estabelecidos", a chefe da diplomacia venezuelana garantiu que 31% das assinaturas apresentadas pela oposição foram "defeituosas ou fraudulentas".

"Estatisticamente, 31% reflete mais que um comportamento ou uma tendência, reflete um fenômeno. E o fenômeno que estamos vendo aqui é de uma fraude em massa à vontade dos cidadãos", comentou a diplomata, que disse que a oposição atua "com irresponsabilidade". EFE

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