Hillary procura votos de jovens e progressistas que apoiavam Sanders

Raquel Godos

Washington, 11 jun (EFE).- A virtual candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, tem um longo caminho até as eleições de novembro, cujo maior desafio será captar o jovem eleitorado de seu rival, o senador por Vermont Bernie Sanders.

A candidatura de Sanders surpreendeu a muitos, e suas aspirações foram além do esperado ao ter o apoio entre as novas gerações e os setores mais progressistas.

Trata-se de um movimento popular que lhe rendeu mais de 12 milhões de votos durante todo o período de eleições primárias, próximo dos quase 16 milhões alcançados por Hillary.

Hillary superou amplamente Sanders em setores demográficos como os hispânicos e os afro-americanos, no entanto, necessita ter a confiança dos eleitores que colocaram suas esperanças no senador para enfrentar o virtual candidato republicano, o magnata Donald Trump.

Esse empurrão dos mais jovens do qual gozou Sanders para enfrentar uma Hillary favorita desde antes do começo da campanha, encontra pontos em comum com certos setores dos eleitores do multimilionário, especialmente em sua aversão com o sistema estabelecido, algo com o qual a ex-secretária de Estado é identificada.

Consciente disso, Trump já invocou os que acudiram às urnas motivados pelo espírito do senador na mesma noite de terça-feira, quando Hillary se proclamou vencedora, oferecendo-lhes "de braços abertos" para vencer o sistema.

Sanders "também afrontou um sistema fraudulento. Os recebemos de braços abertos", ressaltou o magnata nova-iorquino, em referência aos eleitores do senador, que, no entanto, sempre se afastou de qualquer comparação com o multimilionário.

Sabedora também sobre qual foi sua maior fraqueza durante toda a campanha de primárias, Hillary já começou a buscar apoios que recuperem as esperanças postas em Sanders, como o da senadora por Massachusetts Elizabeth Warren, considerada "a dama do progressista" no Congresso americano.

A legisladora recusou dar seu respaldo a um ou outro candidato nas primárias, ao contrário da maioria dos congressistas, mas depois que Hillary alcançou sua vitória, não demorou muito para se colocar à disposição para "derrotar" Donald Trump.

De fato, a senadora, mais próxima ideologicamente a Sanders, foi na sexta-feira à casa de Hillary em Washington para falar diretamente com ela, uma reunião que durou pouco mais de uma hora, mas da qual não foram revelados os detalhes.

Um dos assuntos tratados pode ser a possibilidade da senadora ser a companheira da ex-secretária de Estado como candidata vice-presidencial, uma opção que cada vez soa com mais força nos círculos políticos de Washington apesar de muitos colocarem em dúvida a viabilidade de uma fórmula presidencial composta só por mulheres.

"Estou pronta para entrar na batalha e trabalhar até o fim para evitar que Donald Trump se aproxime da Casa Branca", garantiu Warren em uma entrevista à cadeia "MSNBC" na quinta-feira, horas mais tarde do próprio presidente, Barack Obama, ter feito o mesmo.

Hillary e Obama celebrarão seu primeiro comício juntos na próxima quarta-feira em Wisconsin, um dos estados-chave, no entanto muitos acreditam que a estratégia mais efetiva e provável é que façam campanha separadamente, especialmente para que o presidente tire a dúvidas dos independentes.

"Definitivamente passará um tempo se reunindo com seus seguidores. Mas também irá às comunidades onde o povo está pensando o que fazer, onde (as pessoas) estão buscando ter uma discussão sobre a eleição", explicou Jen Psaki, diretora de comunicações de Obama, em referência aos eleitores indecisos.

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