Líder máximo da Al Qaeda jura lealdade ao novo dirigente talibã

Cairo, 11 jun (EFE).- O líder do grupo terrorista Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, jurou lealdade a Haibatullah Akhundzada, o novo líder dos talibãs, em uma gravação sonora divulgada nas redes sociais.

"Como emir da organização Al Qaeda da jihad, lhes mostramos nossa lealdade", promete Al-Zawahiri na gravação, cuja autenticidade não pôde ser verificada, e na qual mostra seu pesar pela morte do mulá Mansour, morto por um ataque de um drone americano no Paquistão em maio.

Al-Zawahiri, que reconhece o dirigente talibã como o "príncipe dos crentes" (Emir al muminin, em árabe), insiste em sua disposição a apoiá-lo em sua jihad para "libertar até o último palmo da terra muçulmana" desde a população chinesa de Kashgar até Al Andalus (Espanha) e desde o Cáucaso até a Somália.

O líder do grupo terrorista também dispara contra o governo de Cabul ao qual acusa de ser um "agente" dos "cruzados" (Ocidente) e de ter sido criado por estes.

Além disso, arremete contra os líderes dos países muçulmanos, que são chamados de corruptos e disse que pretendem impor as leis dos "infiéis" ao invés da "sharia" ou lei islâmica.

Haibatullah, nascido há cerca de 50 anos em Sperwan, na província setentrional afegã de Kandahar, e veterano da luta armada contra a ocupação soviética que terminou em 1989, é o terceiro "príncipe dos crentes" do regime talibã, após o mulá Omar, morto em 2013 (embora sua morte só tenha sido revelada em julho do ano passado), e o mulá Mansour.

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