PP e Podemos se apresentam como únicas opções para governar e excluem PSOE

Antonia Méndez Ardila

Madri, 11 jun (EFE).- O Partido Popular (PP, centro-direita) e Unidos Podemos (esquerda), os dois primeiros de acordo com as pesquisas, se apresentaram neste sábado como as únicas opções para governar a Espanha, e ignoraram o PSOE, que se esforça para não ficar de fora após governar o país durante 21 dos 38 últimos anos.

No primeiro fim de semana de campanha antes das eleições de 26 de junho, o presidente de governo espanhol e candidato do PP, Mariano Rajoy, advertiu aos eleitores que só há duas opções: ou um governo liderado pelo PP "ou um governo nucleado em torno do Podemos, dos radicais e dos extremistas".

"E a alternativa a tudo isso é nenhuma", acrescentou o candidato popular, descartando assim o PSOE.

Rajoy, que ganhou o pleito de 20 de dezembro, embora não teve maioria suficiente para formar governo, insistiu que a Espanha necessita de um governo "moderado e razoável", após seis meses de um executivo interino, algo que só pode ser oferecido pelo PP.

Por sua vez, o candidato do Unidos Podemos, Pablo Iglesias, se mostrou convencido de que em 26 de junho o partido pode ganhar as eleições, mas não mencionou em nenhum momento o PSOE e nem falou de sua vontade de dialogar e chegar a acordos com os socialistas para formar governo, como tinha feito em outras ocasiões.

Iglesias, que neste sábado esteve em Barcelona, dirigiu sua mensagem aos catalães, aos quais garantiu "respeitar sempre vosso direito a decidir porque somos democratas", embora tenha insistido que "não queremos que deixem a Espanha".

O líder se referia ao referendo sobre uma possível independência da Catalunha que é reinvidicada por parte dos partidos catalães e ao que se opõem os socialistas.

O candidato do PSOE, Pedro Sánchez, lutou para ganhar um posição entre o projeto do "medo" do PP e o da "ruptura" do Podemos, com uma oferta "valente" para reconstruir o estado do bem-estar e "tirar o país do lodaçal da corrupção do PP".

Para romper com a inércia das pesquisas, Sánchez voltou a chamar à mobilização. "Vamos ganhar as eleições como gostam os socialistas. Rua a rua, praça a praça, voto a voto".

Todas as pesquisas, a última do oficial Centro de Investigações Sociológicas (CIS), dão como ganhador o Partido Popular, na frente do Unidos Podemos e da coalizão formada por Podemos e Esquerda Unida.

Estes resultados dariam ao PSOE o terceiro lugar, pela primeira vez desde a restauração da democracia em 1977 e após ter governado a Espanha durante 21 anos desde então.

Por sua vez, o líder dos Ciudadanos (liberais), Albert Rivera, que todas as pesquisas situam em quarto lugar, definiu seu partido como o voto "útil" capaz de dialogar e chegar a acordos.

No entanto, segundo todas as pesquisas, nenhum partido conseguiria maioria suficiente para governar, por isso que todos tentam aproveitar estes dias de campanha para melhorar os resultados de 20 de dezembro e mobilizar os indecisos, que segundo o CIS seriam mais de 30%.

Neste cenário, tem especial importância o único debate televisionado que será realizado na próxima segunda-feira, dia 13, entre os quatro principais candidatos: Mariano Rajoy, Pedro Sánchez, Pablo Iglesias e Albert Rivera.

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