Omar Mateen declarou lealdade ao EI antes do massacre em Orlando

Miami, 12 jun (EFE).- Omar Mateen, o suposto autor do massacre que matou 50 pessoas em uma boate em Orlando, pouco antes de efetuar o ataque ligou para os serviços de emergência (911) e declarou lealdade ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI), informou o canal "NBC" News.

De acordo com veículos de imprensa americanos, as autoridades têm registrada uma chamada de Mateen na qual declarou sua lealdade ao grupo terrorista.

As autoridades policiais identificaram Omar Mateen como o suposto autor do massacre registrado nesta madrugada em uma boate gay de Orlando, que tirou a vida de 50 pessoas.

O número pode subir pois alguns dos 53 feridos estão em estado crítico, segundo o cirurgião Michael L. Cheatham, que compareceu em uma entrevista coletiva junto com funcionários da polícia.

Até agora não foram determinardas as causas do ataque, nem se trata-se de um ato terrorista ou um ataque à comunidade homossexual.

No entanto, em declarações aos veículos de imprensa o governador da Flórida, Rick Scott, afirmou que o massacre foi claramente um "ato de terror" e declarou em emergência o condado de Orange, onde está localizada a turística cidade de Orlando.

Além disso, o senador pela Flórida Bill Nelson afirmou que o massacre ocorrido na boate Pulse, teria alguma conexão com o grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

"É possível que haja alguma conexão com o Estado Islâmico, embora isto não seja uma informação oficial", afirmou o senador democrata em um encontro com jornalistas nesta cidade do centro da Flórida.

Segundo precisou, a informação não provém do FBI, mas de pessoal da Comissão de Inteligência do Senado em Washington, e é necessário esperar os resultados das investigações para confirmá-los.

Mir Seddique, pai de Omar Mateen, descartou os motivos religiosos do fato e apontou para homofobia.

"Isto não tem nada a ver com a religião", disse o pai em declarações à "NBC News".

Mateen, que levava um fuzil e uma pistola, morreu em um enfrentamento com a polícia, que entrou no local para libertar os reféns que ele tinha tomado após disparar a esmo.

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