Parada Gay toma as ruas de Los Angeles após massacre em Orlando

Los Angeles (EUA), 12 jun (EFE).- As ruas de Los Angeles foram tomadas neste domingo pela Parada do Orgulho Gay, que encerrou três dias de celebrações da comunidade LGBT e ocorreu poucas horas depois do massacre em Orlando, no qual um homem armado matou pelo menos 50 pessoas a tiros em uma boate gay.

Em meio a um ambiente claramente festivo e de pedidos de respeito e tolerância para todos, a lembrança às vítimas e aos 53 feridos na boate Pulse marcou presença nas ruas de West Hollywood, o ponto de reunião da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) em Los Angeles.

"Estamos aqui, os moradores da cidade, a comunidade LGBT e seus aliados em West Hollywood. Não ficaremos em nossas casas, não voltaremos aos armários. Estamos aqui fora para desfilar, celebrar e demonstrar luto", sintetizou em discurso o prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti.

O governante informou que no início da manhã foi detido um homem "fortemente armado" na cidade californiana de Santa Mônica e que disse às autoridades que sua intenção era ir ao desfile em Los Angeles.

O incidente, que agora é investigado pelo FBI (polícia federal americana), não tem relação com o ocorrido em Orlando, de acordo com as autoridades, que detalharam que o detido tinha fuzis e possíveis explosivos.

Com um reforço do esquema de segurança, a Parada do Orgulho Gay começou com um minuto de silêncio. Também foi posicionado um pequeno altar no cruzamento das ruas Crescent Heights e Santa Mónica Boulevard com 50 velas em lembrança de cada um dos mortos em Orlando.

As alegorias, acompanhadas por grupos e organizações, foram as grandes protagonistas em um percurso no qual não faltaram bandeiras arco-íris, música, confetes, purpurina e cartazes, alguns com menções ao crime em Orlando.

"Filho homossexual, mãe orgulhosa", "Corações abertos, mentes abertas", "Trabalharemos juntos pelo amor, não pelo ódio" foram algumas das mensagens de tolerância à diversidade exibidas, e que se uniram a outras reivindicações mais específicas sobre o casamento homossexual e ao uso dos banheiros pela população transexual de acordo com a identidade de gênero.

Morador de West Hollywood há 20 anos, Steve contou que hoje era "um grande dia" para se sentir "parte da comunidade" e para compartilhar "com os irmãos e as irmãs".

Na opinião de Steve, a comunidade LGBT "está se fortalecendo e andando para frente" nos Estados Unidos, mas comentou que seus integrantes ainda enfrentam muitas "críticas e juízos de valor".

"Hoje saímos para celebrar em meio à tragédia. Todos somos um só", afirmou Steve, em referência à mistura de sentimentos da festa do Orgulho Gay em Los Angeles e do massacre de Orlando.

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