Trump pede renúncia de Obama e firmeza contra o terrorismo radical islâmico

Nova York, 12 jun (EFE).- Virtual candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou neste domingo que atuará com "firmeza e inteligência" contra o terrorismo radical islâmico e pediu a renúncia de Barack Obama após o ataque contra uma boate gay em Orlando, que matou 50 pessoas e deixou 53 feridos.

"Precisamos proteger todos os americanos, independentemente de sua origem e crença, do terrorismo radical islâmico, que não tem espaço em uma sociedade aberta e tolerante", afirmou Trump em nota.

As declarações são uma reação ao ataque realizado hoje na boate Pulse de Orlando, realizado por um simpatizante do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), Omar Seddique Mateen.

No comunicado, Trump, que deve ser confirmado em julho como candidato republicano nas eleições de novembro, também se referiu ao discurso feito por Obama para condenar o ataque.

"Em seu discurso de hoje, o presidente Obama infelizmente se negou, inclusive, a dizer as palavras 'islã radical'. Só por essa razão, deveria renunciar", criticou o polêmico empresário.

Durante sua campanha eleitoral, Trump veio questionando Obama por não utilizar esses termos em seus comentários sobre a violência promovida por grupos terroristas extremistas islâmicos.

O pré-candidato republicano aproveitou a nota para também atacar sua rival democrata no pleito de outubro, Hillary Clinton. "Se ela, depois deste ataque, ainda não puder dizer essas duas palavras - islã radical - deverá abandonar a corrida pela presidência".

Trump afirmou que os EUA recebem a cada ano mais de 100 mil imigrantes procedentes do Oriente Médio. "Desde os atentados de 11 de setembro de 2011, centenas de imigrantes ou seus filhos foram envolvidos em atos de terrorismo no país", disse o empresário.

"Se não atuarmos com firmeza e inteligência muito rápido, não teremos um país. Nossos líderes são frágeis, eu já tinha alertado que isso ia ocorrer, e só está piorando", sustentou Trump.

Em nota divulgada antes dos comentários do adversário, Hillary pediu que os esforços para defender o país das ameaças internas e externas sejam reforçados, além de alegar que é preciso impedir que pessoas como o atirador de Orlando tenham acesso às armas.

"Esse é o maior ataque a tiros na história dos EUA, e isso nos lembra mais uma vez que as armas de guerra não têm lugar nas nossas ruas", acrescentou a possível candidata democrata.

A ex-primeira-dama anunciou que, por causa do incidente, cancelou um ato político que iria realizar na cidade de Green Bay, em Wisconsin, ao lado de Obama.

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