Candidatos espanhóis se enfrentam em debate único para atrair indecisos

Celia Sierra.

Madri, 13 jun (EFE).- Os quatro principais candidatos à chefia de governo da Espanha se enfrentam na noite desta segunda-feira no único debate eleitoral da etapa de campanha, uma disputa que é decisiva para atrair alguns eleitores indecisos, que superam 30% do total.

Mariano Rajoy (PP, centro-direita), Pedro Sánchez (PSOE, socialistas), Pablo Iglesias (Unidos Podemos, esquerda) e Albert Rivera (Ciudadanos, liberais) debaterão a partir das 22h (horário local, 17h em Brasília) seus argumentos e programas.

Este é o primeiro debate entre os quatro líderes das principais forças políticas, já que até agora o chefe do Executivo espanhol interino, Mariano Rajoy, tinha se negado a participar e só compareceu, na campanha anterior de dezembro, a um encontro com o candidato socialista.

Os candidatos chegam a este tête-à-tête com mais atenção nos eleitores indecisos, que segundo a pesquisa divulgada na quinta-feira passada pelo governista Centro de Investigações Sociológicas (CIS) chegam a 32%.

Esta eleição é considerada uma repetição do pleito anterior, realizado em 20 de dezembro, que representou o fim do bipartidarismo e iluminou um cenário sem maiorias, que requeria o acordo de um mínimo de três partidos para formar governo.

Mariano Rajoy, cujo partido é a força mais votada com 123 deputados, defenderá a gestão de seus últimos quatro anos, um período no qual a Espanha "melhorou econômica e socialmente", segundo declarou hoje a vice-presidente Soraya Sáenz de Santamaría.

Rajoy centrará seu debate na confiança dos eleitores nos últimos quatro anos de gestão, que, segundo sua opinião, salvaram a Espanha do resgate financeiro e são os alicerces da ansiada recuperação econômica espanhola.

Frente a esta mensagem de continuidade, os outros candidatos centrarão o ataque contra o PP na necessidade de mudança geracional, necessária devido à quantidade de casos de corrupção que atingiram o partido no poder, entre eles um que afeta diretamente seu financiamento irregular.

O candidato socialista Pedro Sánchez, que obteve 90 deputados no pleito anterior e a quem as pesquisas situam agora na terceira posição, se apresenta como a opção da mudança "sensata" e, seu chefe de campanha, Antonio Hernando, disse que Sánchez transmitirá a imagem de um "presidente valente, que dá a cara para bater".

Apesar de não contar com apoios suficientes, Sánchez foi o único líder que se submeteu à sessão de posse após as eleições de 20 de dezembro, uma tentativa que tentará rentabilizar frente à pouca iniciativa política de Rajoy e à falta de apoio do Podemos, que se negou a apoiar sua posse.

Por sua vez, o líder do Unidos Podemos, Pablo Iglesias, exibirá no debate o respaldo dado pelas pesquisas - segunda força após o PP - e se apresentará como a verdadeira opção da mudança frente à gestão do PP, que estendem as mãos aos socialistas como aliado de um possível governo.

O Podemos chega a este encontro com mais força política, graças à coalizão que assinou com o partido Esquerda Unida e cuja soma será favorecida pela lei eleitoral, segundo aponta a maioria de pesquisas.

Iglesias baixou sensivelmente o tom contra os socialistas nas últimas semanas, depois que ambos partidos protagonizaram inflamados desencontros durante as fracassadas negociações que levaram à convocação de novas eleições.

Neste cenário tão polarizado, o candidato liberal, Albert Rivera, faz valer sua imagem de favorecer o consenso e a governabilidade com uma mensagem de mudança sensata dirigida à classe média, na qual apela à lembrança da etapa da Transição espanhola rumo à democracia. EFE

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(foto) (vídeo)

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