Direção do Barcelona aprova acordo com a Justiça para pôr fim a "caso Neymar"

Barcelona, 13 jun (EFE).- A direção do Barcelona aprovou, com 14 votos a favor, dois contra e duas abstenções, o acordo que o setor jurídico do clube chegou com a Promotoria e a Advocacia do Estado da Espanha para encerrar as ações contra o clube no "caso Neymar".

O anúncio foi feito pelo presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, após reunião extraordinária realizada na noite de hoje. Com o acordo, o clube irá admitir que cometeu dois crimes fiscais contra a Fazenda Pública da Espanha (nos anos de 2011 e 2013) na contratação do atacante e aceita pagar 5,5 milhões de euros.

Ao valor da multa, é preciso somar os 9,3 milhões de euros sonegados nos dois anos. Do valor total de 14,8 milhões, o clube já devolveu 13,5 milhões aos cofres públicos espanhóis, em uma declaração complementar que apresentou depois de a notícia da fraude ter sido divulgada no país.

Bartomeu explicou em entrevista coletiva que a decisão tomada pela direção será submetida à aprovação da próxima assembleia. "Se os sócios dizem que a gestão não está bem feita, nós sairemos".

"Não foi uma decisão fácil. O tempo todo, pensamos no melhor do clube", destacou o presidente do Barcelona, evitando citar o termo "crime fiscal", substituindo-o por "erro de planejamento".

Bartomeu também defendeu sua inocência e a do ex-presidente do clube Sandro Rosell, também acusados pela Justiça. "Nenhum dos dois presidentes participou do planejamento fiscal da contratação".

De qualquer forma, o dirigente afirmou que acredita que esse acordo beneficiará o Barcelona em outra disputa judicial relacionada à transferência de Neymar para o clube.

O grupo DIS, que tinha 40% dos direitos federativos do atacante, afirma que o Barcelona e o Santos acertaram o preço da contratação para que os catalães economizassem parte do que seria repassado aos investidores brasileiros.

"Agora já sabemos com que cartas jogaremos essa partida. Sabemos que esses 40 milhões de euros (que o Barcelona pagou a N&N, empresa de Neymar) é salário do jogador, não indenização. E essa interpretação nos beneficia no litígio com o DIS", destacou.

Bartomeu, que não vê risco de Neymar não renovar contrato com o Barcelona por causa deste assunto, afirmou que não se arrepende de ter contratado o jogador. "Talvez mudaríamos alguma coisa, mas voltaríamos a contratar Neymar", concluiu.

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