Donald Trump proíbe "The Washington Post" de cobrir atos de campanha

(Atualiza com reação do "Washington Post").

Washington, 13 jun (EFE).- O virtual candidato republicano às eleições nos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira que proibirá os jornalistas de "The Washington Post" de cobrirem seus atos de campanha, após o jornal escrever um artigo sobre comentários do magnata a respeito do presidente Barack Obama e do massacre ocorrido em uma boate gay em Orlando, na Flórida.

O magnata nova-iorquino decidiu revogar as credenciais de imprensa do "falso e desonesto The Washington Post" com base na "cobertura incrívelmente inexata" do jornal, segundo escreveu em suas contas no Facebook e no Twitter.

A decisão de Trump ocorre após o jornal publicar um artigo sobre comentários do magnata nos quais criticava a resposta de Obama ao massacre deste fim de semana em uma boate em Orlando, onde 50 pessoas morreram - entre elas o agressor - e 53 ficaram feridas.

"Donald Trump parece conectar o presidente Obama ao tiroteio de Orlando", intitulou o jornal, que manteve durante o dia todo o artigo em sua edição digital.

"Estamos sendo liderados por um homem que, ou não é forte, ou não é inteligente, ou tem algo mais em mente", disse Trump em entrevista nesta segunda-feira ao canal "Fox News" e cujos comentários foram repreoduzidos por "The Washington Post".

"E esse algo mais em sua mente, as pessoas não podem acreditar que o presidente Obama esteja agindo dessa forma e não possa nem sequer dizer as palavras 'terrorismo islâmico radical'. Tem algo acontecendo, é inconcebível", disse o magnata segundo o jornal.

Em sua conta no Facebook, antes de anunciar o veto aos jornalistas, Trump classificou o jornal como "desonesto" e considerou o título "triste" por supostamente tergiversar seus comentários sobre Obama.

O editor executivo do jornal, Marty Baron, considerou a decisão do magnata de "repúdio ao papel que desempenha uma 'Imprensa Livre'" e lamentou que "quando a cobertura não corresponde com o que o candidato quer, então proíbe uma entidade jornalística".

Baron afirmou que o jornal continuará a cobrir a atualidade referente ao magnata de forma "honrável, honesta, precisa, energética e resolvida, já que Washington Post está orgulhoso de sua cobertura".

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