Eduardo Frei comemora aproximação de Brasil e Argentina à Aliança do Pacífico

Buenos Aires, 13 jun (EFE).- O ex-presidente chileno Eduardo Frei comemorou nesta segunda-feira os sinais de aproximação recentemente demonstrados pelos governos de Brasil e Argentina em relação à Aliança do Pacífico, bloco comercial formado por Chile, Colômbia, México e Peru.

Após participar de uma reunião sobre as relações entre Ásia e América Latina em Buenos Aires, Frei disse que "é muito importante" que o governo argentino e o brasileiro tenham "expressado interesse" em participar da XI Cúpula da Aliança do Pacífico, que será realizada no fim do mês no Chile.

Na sexta-feira passada, a aliança aceitou a Argentina como país observador, decisão que se consolidará com a presença do presidente Mauricio Macri no próximo encontro, que acontecerá de 28 de junho a 1º de julho.

Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores brasileiro, José Serra, afirmou durante sua apresentação, em 18 de maio, que o Brasil apostou na necessidade de "fortalecer o Mercosul" e dar asas para a busca de novos horizontes comerciais e "construir pontes com a Aliança do Pacífico".

Na opinião do ex-líder chileno, a incorporação de ambas as potências como membros da aliança motivaria o investimento na América Latina, principalmente por parte dos países asiáticos, e abriria grandes oportunidades em matéria de acordos comerciais e crescimento econômico da região.

Segundo Frei, que atualmente atua como embaixador do Chile em missão especial para a região Ásia-Pacífico, nas reuniões da aliança há um grande interesse pela situação atual da Argentina e sua projeção econômica para os próximos meses, já que o país é um "grande exportador de alimentos".

Essa aproximação é um dos pontos que o ex-mandatário do Chile abordará na terça-feira com o presidente da Argentina em reunião em Buenos Aires, na qual, segundo detalhou, também falarão de assuntos bilaterais e projetos em andamento entre ambos os países.

Frei também mencionou a nova conjuntura política na América Latina nos últimos meses, aprofundada após a vitória de Pedro Pablo Kuczynski nas eleições presidenciais do Peru, quem "certamente participará" da próxima cúpula da aliança, disse o ex-presidente chileno.

Na opinião de Frei, o continente tem que focar no continente asiático, onde há grandes oportunidades de investimento, e citou como exemplo do Chile os acordos em matéria científica e cultural com o Japão, que foram bons para ambos os países.

"Há muitas oportunidades na Ásia que não aproveitamos", comentou Frei, que se mostrou confiante que a nova situação política do continente ajudará a reforçar a aliança, especialmente ao negociar com grandes potências econômicas como China, Índia e Japão.

A Aliança do Pacífico, formada em 2011, é uma iniciativa de integração regional que atualmente conta com quatro países-membros (Chile, Colômbia, México e Peru) e com Costa Rica e Panamá como candidatos a membros.

aoj/vnm

(foto)

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