EI reivindica assassinato de policial perto de Paris

Paris, 14 jun (EFE).- O homem morto nesta segunda-feira pela polícia francesa após assassinar um policial e sua companheira amorosa cerca de 50 quilômetros ao noroeste de Paris era integrante do Estado Islâmico (EI), segundo informou a agência ligada a esse grupo jihadista "Amaq".

A Promotoria Antiterrorista de Paris está a cargo da investigação do ataque, realizado por volta das 20h30 locais (15h30 em Brasília) na cidade de Magnanville por um indivíduo cuja identidade não foi divulgada.

O site da "Amaq" afirma que um "combatente" do EI cometeu o ataque, enquanto alguns veículos de imprensa franceses indicam que o assassino se identificou como membro dessa organização terrorista durante a negociação com as forças de elite da polícia.

O agressor atingiu e matou com nove facadas o agente Jean-Baptiste Salvint, de 42 anos, e se refugiou na residência do policial, em uma cidade de seis mil habitantes no departamento de Yvelines.

A ofensiva das forças policiais aconteceu por volta da meia noite local (19h em Brasília) de segunda para terça-feira. Ao término da operação, as autoridades também confirmaram a morte da parceira do policial do policial, funcionária do Ministério do Interior da França.

O filho de ambos, de três anos, foi encontrado vivo, segundo comunicado do ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, que nesta terça-feira acompanhará a investigação no local.

"O agressor foi neutralizado pelas forças de intervenção da polícia, que demonstraram ter muito sangue frio e um grande profissionalismo para salvar a vida da criança", disse Cazeneuve.

De acordo com informações da emissora "BFM TV", a polícia mantém cortados o gás e a eletricidade na região onde ocorreu o ataque, e várias casas permanecem evacuadas.

O presidente da França, François Hollande, se reunirá nesta terça-feira às 7h45 locais (2h45 em Brasília) para debater sobre o incidente.

Em comunicado, Hollande prometeu que serão averiguadas as circunstâncias do "drama abominável cuja investigação, sob a autoridade da justiça, determinará sua natureza".

A França está sob um protocolo de estado de emergência desde os atentados jihadistas de 13 de novembro em Paris, que deixaram 130 mortos em vários ataques simultâneos.

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