Obama: Não há provas claras de que massacre foi orquestrado por extremistas

Washington, 13 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira que não existem provas claras para afirmar que o massacre ocorrido ontem em Orlando foi "dirigido" por extremistas nem que fazia parte de um plano terrorista de maior escala.

O presidente americano fez estas declarações depois de se reunir com sua equipe de segurança nacional na Casa Branca para conhecer os últimos avanços da investigação do massacre, no qual morreram 49 pessoas.

Obama declarou que as investigações ainda não determinaram quais foram as motivações do suposto autor do massacre, mas disse que, segundo os dados coletados, se trata de um caso de "terrorismo doméstico".

"O atirador estava inspirado por informação muito extremista através da internet", comentou o presidente americano, que comparou a situação com o ocorrido em San Bernardino (Califórnia) no final do ano passado, quando um casal também influenciado por esta ideologia matou 14 pessoas e feriu outras 22.

O suposto autor do massacre, Omar Seddique Mateen, nascido em Nova York há 29 anos e morto ontem por disparos da polícia, jurou lealdade ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI) em suas conversas por telefone com os negociadores policiais durante as três horas que permaneceu dentro da boate com cerca de 30 reféns, segundo informaram hoje as autoridades.

"Embora lutemos contra o Estado Islâmico (EI) e outras organizações extremistas no exterior, e interrompamos complôs (terroristas), um dos maiores desafios que vamos ter é esta propaganda que chega a indivíduos que acabam motivados para entrar em ação", considerou.

Neste sentido, Obama demonstrou sua preocupação pelo problema adicional de que estas pessoas radicalizadas tenham "um acesso fácil" a "armas muito poderosas", como as usadas pelo autor do massacre.

"Pensamos que é terrorismo e ignoramos o problema que temos com as armas. Temos que ir atrás das organizações terroristas e extremistas, mas também temos que assegurar-nos que para esta gente não seja fácil obter este tipo de armas", ressaltou.

Neste sentido, o presidente americano lembrou que Mateen obteve as armas de maneira legal, já que não tinha nenhum tipo de histórico criminoso.

"O fácil que seja, ou não, obter este tipo de arma marcará a diferença neste tipo de caso. Não importa a motivação", reiterou.

Mateen utilizou no ataque de ontem uma arma curta e um fuzil de assalto AR-15, o mesmo usado nos massacres de San Bernardino (2015) e da escola Sandy Hook (2012), no qual morreram 20 crianças e seis adultos.

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