Polícia de Orlando entrou em boate por risco "iminente" de novas mortes

Orlando (EUA), 13 jun (EFE).- O risco "iminente" de novas mortes levou a polícia a entrar na boate gay Pulse, onde neste fim de semana aconteceu o pior ataque com arma de fogo dos Estados Unidos, com 49 vítimas, além do suspeito, Omar Mateen, informaram nesta segunda-feira as autoridades.

"Acreditávamos que eram iminentes mais perdas de vidas e, por isso, tomei a decisão de iniciar a operação de resgate", disse o chefe do Departamento de Polícia de Orlando, John Mina, em entrevista coletiva.

O agente afirmou que seus negociadores falaram com Mateen e que, enquanto tiveram estas conversas, ele parecia "tranquilo" e não aconteceram disparos, mas que em um dado momento o suspeito falou que tinha "explosivos".

Durante estas conversas por telefone, explicou o agente, o suspeito jurou lealdade ao Estado Islâmico (EI) e tentou negociar.

Sem revelar muitos detalhes, uma vez que a investigação segue aberta, Mina indicou que graças às conversas telefônicas puderam saber que Mateen se refugiou em um dos banheiros da boate, onde tinha quatro ou cinco reféns, enquanto mantinha entre 15 e 20 em outro.

Enquanto estava no banheiro, a polícia conseguiu resgatar várias pessoas que estavam retidas, acrescentou.

A polícia desmentiu nas redes sociais os "infundados" rumores que haveria mais de um suspeito no local e garantiu que o único autor, Omar Mateen, "está morto".

O massacre aconteceu na madrugada de sábado para domingo quando o suspeito começou a disparar na boate e fez um grupo de reféns em seu interior.

Três horas mais tarde, agentes das equipes especiais entraram no local, libertaram 30 pessoas e mataram o suspeito, de 29 anos e nascido em Nova York.

O prefeito da cidade, Buddy Dyer, informou que já se conhece a identidade de 48 das 49 vítimas mortais, e que 24 famílias já foram informadas.

Durante a entrevista coletiva também se informou que foi encontrada uma terceira arma no carro do suspeito e que a investigação de todas elas levam a Mateen.

A Procuradoria Geral ressaltou que a investigação está em sua fase inicial e que esta aponta que não há mais pessoas que representem um risco público, mas estão investigando várias por sua possível conexão com o autor do massacre.

Por sua parte, o governador da Flórida, Rick Scott, disse que pediu ao presidente Barack Obama que declare "estado de desastre" na Flórida devido a este massacre.

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou hoje de novo a autoria do massacre e qualificou seu autor como um "soldado do califado".

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