Associação do Rifle culpa correção política de Obama por tragédia em Orlando

Washington, 14 jun (EFE).- A Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês) culpou nesta a "correção política" do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pela falta de medidas para prevenir o massacre de Orlando (Flórida), onde um jovem armado invadiu uma boate gay e matou 49 pessoas.

O diretor-executivo do Instituto da NRA pela Mudança Legislativa, Chris Cox, afirmou hoje em artigo de opinião publicado pelo jornal "USA Today" que a "correção política da administração Obama" é responsável por não ter aplicado medidas para evitar a tragédia.

"Após este ataque terrorista, o presidente Obama e Hillary Clinton (virtual candidata democrata à presidência dos EUA) renovaram seus pedidos de maior controle de armas, incluindo proibições na categoria de armas semiautomáticas", disse Cox.

"Estão desesperados para criar a ilusão de que estão fazendo algo para nos proteger, mas essas medidas não vão nos deixar mais seguros. Essas manobras deveriam assustar todos os americanos, porque não servirão para prevenir o próximo ataque", afirmou Cox.

A NRA reiterou, após os maiores massacres dos últimos anos nos EUA, que a solução não é o maior controle na venda de armas e chegou a propor uma maior aceitação no direito de porte, como resposta aos atiradores com intenção de matar.

O responsável do grupo de lobista mais importante do país na defesa do porte de armas afirmou que o "islamismo radical não se vê dissuadido por leis de controles de armas", e lembrou o fato de os terroristas que promoveram os ataques de Paris no ano passado usaram rifles automáticos durante os atentados.

No caso de Orlando, Omar Mateen, de 29 anos, cidadão americano de origem afegã, adquiriu legalmente dias antes do massacre um fuzil AR-15 e pistola semiautomática, sem que os sistemas de revisão de antecedentes fossem informados, apesar de ele ter sido investigado anteriormente pelas autoridades por possíveis ideais jihadistas.

As primeiras conclusões da investigação indicam que Mateen atuou sozinho, sem receber ordens de qualquer organização terrorista, apesar de ter declarado sua lealdade ao Estado Islâmico (EI) em uma ligação para os serviços de emergência antes do ataque.

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