Obama receberá Dalai Lama na Casa Branca nesta quarta

Washington, 14 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, receberá na Casa Branca o líder espiritual budista Dalai Lama, após o governo da China advertir que espera que a visita não questione o apoio de Washington à política de uma só China, sustentada por Pequim.

A residência presidencial informou em sua agenda diária que o encontro vai acontecer nesta quarta-feira às 10h15 (hora local; 11h15 de Brasília) na Sala dos Mapas.

O líder religioso tibetano já está em Washington, onde hoje se reuniu com vários políticos do Congresso, tanto democratas como republicanos, e fez um discurso no Instituto da Paz, lugar no qual começou prestando um minuto de silêncio pelas vítimas do tiroteio ocorrido no fim de semana em uma boate gay de Orlando.

"Como uma figura reverenciada pelos tibetanos e por gente no mundo todo, sua santidade (o Dalai Lama) nos lembra nossa grande responsabilidade de agir para defender os direitos humanos, promover a igualdade e proteger o meio ambiente", disse em comunicado a líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.

"Sua amizade com os EUA e o respeito que desperta em líderes dos dois (principais) partidos servem de poderoso tributo à justiça da causa da autonomia do Tibete", apontou.

Pelosi também acrescentou que se "os defensores da liberdade não nos pronunciamos contra a opressão no Tibete, renunciamos a nossa autoridade moral para falar em nome dos direitos humanos em qualquer parte do mundo".

Por sua vez, o governo chinês advertiu hoje o dos Estados Unidos que espera que as visitas do Dalai Lama e da presidente de Taiwan não ponham em dúvida o apoio de Washington à política de uma só China.

"Esperamos que o governo dos EUA cumpra seus compromissos... e não envie sinais equivocados aos que tentam dividir a China", afirmou hoje um porta-voz do Ministerio das Relações Exteriores, Lu Kang, em entrevista coletiva.

Lu lembrou que o governo americano fez "um compromisso sério" com a política de uma só China, defendida por Pequim, e reiterou que o governo chinês espera que o dos EUA o "cumpra".

Além disso, o porta-voz chinês manifestou reservas à presença, em Washington, do Dalai Lama, líder espiritual do budismo e do Tibete, e que Pequim considera que dirige o separatismo tibetano.

"Pedimos a todos os governos que não deem ao Dalai Lama a oportunidade de realizar atividades independentistas", afirmou.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos