Polícia alerta para risco "iminente" de atentado terrorista na Bélgica

Bruxelas, 15 jun (EFE).- A polícia da Bélgica divulgou uma nota interna aos agentes na qual os adverte sobre um risco "iminente" de atentado terrorista, embora o Órgão de Coordenação de Análise de Ameaças (OCAM) considere que essa informação ainda não é suficiente para elevar o nível de alerta no país, informa o jornal "La Dernière Heure" nesta quarta-feira.

Os representantes policiais belgas encarregados da luta antiterrorista enviaram uma mensagem a todos os serviços de polícia na qual informavam que um grupo de combatentes estrangeiros teriam partido da Síria há uma semana e meia com a intenção de atentar na Bélgica e na França, de acordo com o jornal.

Nesse alerta é dito que há mais de uma semana supostos combatentes do Estado Islâmico (EI) procedentes da Síria teriam chegado à Europa através de Turquia e Grécia em navio e sem passaportes.

"Essas pessoas podem se separar em dois: um iria rumo à Bélgica e outro para a França, com a finalidade de cometer atentados em grupos. Sempre segundo as informações recolhidas, essas pessoas já estariam em posse do armamento necessário e sua ação seria iminente", diz a nota policial divulgada pelo jornal belga.

Os lugares mais temidos para ataques são um grande centro comercial bruxelense, um restaurante, uma rede de fast-food americana e uma delegacia. "La Dernière Heure" já tinha advertido na semana passada sobre o risco de atentado por causa do mês do Ramadã.

No entanto, a OCAM, que é o serviço oficial belga encarregado por lei de analisar as ameaças em matéria de terrorismo e extremismo a partir da informação e dos dados das agências oficiais, decidiu não elevar ao máximo o nível de alerta por risco de atentado terrorista.

Este organismo explicou que a nota policial divulgada pelos veículos de imprensa é "uma informação não contextualizada" que não pode determinar o nível de alerta do país.

A Bélgica se encontra no nível 3 de alerta, que corresponde ao risco grave e possível de atentado e reforça a segurança nas ruas.

O diretor do organismo, Paul Van Tigchelt, disse que "são recebidos todos os tipos de informações, muito frequentemente de forma bruta".

"Nossa missão, junto aos nossos parceiros, é contextualizá-las, analisá-las e verificar sua confiabilidade. Com base nisso, concluímos que por enquanto não é necessário aumentar o nível de ameaça em relação aos alvos mencionados", publicou o jornal.

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