Mais de 120 jihadistas morreram em combates com Exército iraquiano em 3 dias

Mossul (Iraque), 16 jun (EFE).- Pelo menos 124 membros do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) morreram nos últimos três dias em combates com o Exército iraquiano ao sul da cidade de Mossul, informou nesta quinta-feira à Agência Efe o Comando de Operações para a Libertação de Ninawa.

O comandante deste órgão, o general Neshm Abdullah al Jabouri, explicou que as tropas libertaram também "amplas áreas" das aldeias de Al Hash Ali, Al Nasr, Hamidat, entre outras, que são "estratégicas do ponto de vista militar".

Segundo Al Jabouri, a importância destas zonas radica em que estão localizadas em uma zona elevada sobre a bacia do rio Tigre, o que permitirá atacar o distrito de Al Qayara, o maior reduto do EI no norte do Iraque após Mossul.

Al Qayara está situada a 55 quilômetros ao sul de Mossul e a 25 quilômetros ao sudeste da zona de Majmur, onde está sendo construído o quartel-general do Comando.

"O inimigo (EI) está hoje aterrado já que está ao alcance do fogo do Exército iraquiano após nossa chegada ao rio Tigre, o que facilitará o ataque do coração de Al Qayara", ressaltou Al Jabouri.

As tropas iraquianas cortaram, além disso, a rota que conecta as zonas de Al Kueir e Al Hauiya, uma das linhas de fornecimento militar e logístico do EI.

As Forças Armadas iraquianas começaram a campanha para arrebatar o controle de Ninawa do EI em 24 de março, com o apoio das forças curdas "peshmergas", a milícia árabe sunita Multidão dos Clãs, e a cobertura aérea da coalizão internacional.

Por outro lado, pelo menos 14 membros do EI morreram e sete foram feitos prisioneiros em enfrentamentos entre ontem à noite e a manhã de hoje com uma facção do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, ao oeste do distrito de Sinjar, em Ninawa.

O membro do Conselho do Governo de Ninawa, Dawoud Yendi Kalua, disse à Agência Efe que os confrontos explodiram depois que os jihadistas chegaram a uma colina na zona de Al Suknia.

Em Sinjar, as baterias antiaéreas curdas derrubaram além disso um avião dirigido do EI, equipado de várias câmaras, dedicado a espionar as posições de seus inimigos para lançar posteriormente ataques.

O grupo terrorista tomou o controle de Mossul e amplas zonas da província de Ninawa em junho de 2014, e pouco depois proclamou um califado em partes do Iraque e da vizinha Síria.

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