Morre deputada trabalhista vítima de ataque a tiros na Inglaterra

Londres, 16 jun (EFE).- A parlamentar trabalhista britânica Jo Cox morreu nesta quinta-feira após ter sido atingida por dois tiros em um ataque em Birstall (norte da Inglaterra), informou a polícia.

"Jo foi atacada por um homem que lhe causou graves ferimentos que foram fatais", disse em entrevista coletiva a chefe de Polícia do condado de West Yorkshire, Dee Collins, detalhando que a deputada foi declarada morta pelos médicos às 12h48 (horário local, 9h48 em Brasília).

Um homem de 52 anos foi detido em relação ao ataque e foram recuperadas diversas armas, incluindo uma de fogo, afirmou Collins.

"Esta é uma investigação muito sensível na qual uma grande quantidade de testemunhas está falando neste momento com a Polícia. A cena do crime é ampla e há uma grande presença de agentes na área", afirmou a chefe de Polícia.

Collins expressou suas condolências à família da deputada, que defendia a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE) para o referendo do dia 23.

A porta-voz da Polícia disse que ainda não se confirmou o relato de várias testemunhas que afirmaram que o agressor gritou "Britain First!" ("O Reino Unido primeiro"), uma referência a uma legenda de extrema-direita contrária à imigração, e pediu às pessoas com informação nesse sentido que entrem em contato com as autoridades.

Collins afirmou, além disso, que a Polícia não tem conhecimento de que a deputada tivesse expressado preocupação sobre sua segurança antes do incidente.

Além de Cox, durante o ataque ficou ferido sem gravidade um homem de 77 anos, segundo a Polícia.

Tanto a campanha pela permanência na UE como o favorável ao "brexit" suspenderam todos os atos do dia pouco depois de se saber do ataque contra Cox.

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, afirmou que a morte da parlamentar trabalhista é uma "tragédia".

"Era uma deputada comprometida e solidária. Meus pensamentos estão com seu marido Brendan e seus dois filhos pequenos", afirmou o primeiro-ministro, que hoje tinha previsto um ato da campanha do referendo sobre a União Europeia (UE) em Gibraltar.

O líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, disse por sua vez que o partido inteiro e "todo o país" estão comovidos com o "horrível assassinato" de sua companheira.

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