Argentina autoriza missão da Cruz Vermelha nas Malvinas

Buenos Aires, 17 jun (EFE).- O governo da Argentina informou nesta sexta-feira que autorizou à Cruz Vermelha a realizar uma missão nas ilhas Malvinas, sob domínio britânico, visando o trabalho de identificação dos corpos de soldados argentinos mortos na guerra de 1982 e enterrados no arquipélago.

O Ministério das Relações Exteriores disse em comunicado que o governo de Mauricio Macri autorizou o "Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) a realizar uma missão técnica de avaliação, entre 26 de junho e 5 de julho de 2016". Apesar de a nota ter sido emitida hoje, a liberação foi dada na última segunda-feira.

"A missão de avaliação irá se referir a aspectos práticos vinculados a um eventual trabalho de identificação legista dos restos mortais dos membros das Forças Armadas enterrados no cemitério de Darwin", explicou o órgão na nota.

Atualmente, os corpos de 123 soldados argentinos estão enterrados sem identificação nas Ilhas Malvinas.

A Chancelaria explicou que a autorização foi emitida por conta da "natureza estritamente humanitária da iniciativa e do compromisso assumido pelo governo argentino de levar adiante o reconhecimento dos restos mortais dos soldados caídos".

A intervenção da Cruz Vermelha se originou a partir de um pedido feito em abril de 2012 a esse organismo por parte do então governo de Cristina Kirchner. O Executivo argentino solicitou o trabalho após o pedido de vários familiares de soldados argentinos sepultados sem identificação nas Malvinas, arquipélago sob dominação britânica e cuja soberania é reivindicada pela Argentina.

A Guerra das Malvinas começou em 2 de abril de 1982 com o desembarque de tropas argentinas no arquipélago e terminou em junho do mesmo ano com a rendição perante as forças enviadas pelo Reino Unido. No conflito, 255 britânicos e 649 argentinos morreram.

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