Dono de loja se negou a vender colete à prova de balas a assassino de Orlando

Miami, 17 jun (EFE).- O proprietário de uma loja de armas da cidade de Jesen Beach, na Flórida, se negou a vender munição e um colete à prova de balas no último mês de maio a Omar Seddique Mateen, o autor do massacre em uma boate gay de Orlando, informaram nesta sexta-feira veículos de comunicação locais.

Foi apenas depois do massacre de domingo na boate Pulse, que deixou 50 mortos - entre eles Mateen - e 53 feridos, que o proprietário da loja reconheceu o atirador pelas fotos divulgadas pela imprensa.

"Depois do tiroteio e, infelizmente só então, reconheci que o assassino era o sujeito que tinha entrado em minha loja (...) e me comuniquei com o FBI", afirmou Robbert Abell, proprietário da loja Lotus Gunwork, de Jensen Beach, perto do condado de St. Lucie, onde Mateen cresceu.

Segundo o jornal "Orlando Sentinel", Mateen entrou no início de maio na citada loja de armas e pediu um colete à prova de balas de grande resistência, como o que usam os policiais, mas foi informado que não havia no estoque.

Em seguida, Mateen, de 29 anos e origem afegã, "falou por telefone com uma pessoa em uma língua estrangeira" e, pouco depois, perguntou ao funcionário se a loja vendia munição para fuzis semiautomáticos.

Porém, novamente se recusaram a vender-lhe a munição que pedia, a mesma usada em um fuzil de assalto como o que Mateen empregou no massacre de Orlando no qual ele mesmo morreu após um confronto com a polícia.

Abell afirmou aos veículos de comunicação que agentes do FBI (polícia federal americana) se comunicaram com ele depois que informou às autoridades dos fatos, mas nunca olharam as imagens gravadas pela câmera de segurança.

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