Hong Kong tem mais um dia de protesto contra detenção de livreiro na China

Pequim, 18 jun (EFE).- Hong Kong vive neste sábado mais um dia de manifestações contra o regime chinês pelo tratamento dado ao livreiro Lam Wing-kee, que revelou ter sido detido de maneira ilegal por agentes chineses ao ser libertado esta semana, após oito meses sob custódia, sem acesso a um advogado ou poder falar com sua família.

O próprio Lam liderou hoje o início dos protestos, que começaram nas portas da livraria Causeway Bay Books, administrada por ele e especializada em livros com detalhes sórdidos dos líderes do Partido Comunista da China (PCCh), de acordo com informações da imprensa local.

"Acreditamos em Lam Wing-kee", diziam alguns dos cartazes carregados pelos manifestantes que seguiam em direção ao escritório de representação do governo da China em Hong Kong.

Os organizadores, entre eles o Partido Demosisto, esperam atrair pelo menos 10 mil pessoas à manifestação, explicou à Agência Efe na sexta-feira Joshua Wong, um dos principais nomes dos protestos pró-democracia de 2014.

Em um comunicado para a imprensa, Lam garantiu que agentes chineses que respondem diretamente à cúpula do PCCh o prenderam quando ele visitava a cidade de Shenzhen, em outubro do ano passado, e, em seguida, o levaram para outra região com os olhos vendados e algemado, sem nenhuma explicação, sendo vigiado durante 24 horas por vários meses.

Sua versão contradisse as declarações do governo chinês, que assegurou que os livreiros foram ao continente de maneira voluntária para cooperar com uma investigação das autoridades chinesas.

Dos cinco, quatro livreiros puderam voltar a suas casas - incluído Lam -, apesar do último, Gui Minhai, que conta também com passaporte sueco, ainda estar sob custódia chinesa após desaparecer na Tailândia em outubro do ano passado.

O único livreiro que decidiu falar até o momento detalhou que as autoridades chinesas estavam interessadas nos clientes que compravam seus livros e também nos próprios autores.

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