Imigrantes comemoram em São Paulo o Dia Internacional do Refugiado

São Paulo, 19 jun (EFE).- Dezenas de imigrantes se reuniram neste domingo no centro de São Paulo para o Festival do Dia Internacional do Refugiado, data que aproveita para tentar dar visibilidade a todas essas pessoas que por diversos motivos tiveram que fugir e deixar para trás seu país.

O evento, organizado por diferentes organizações sociais, contou com espetáculos musicais e com uma ampla oferta de comidas e artesanatos típicos de vários países.

Devido ao festival pôde se escutar em frente ao popular restaurante Al Janiah, conhecido no Brasil por dar trabalho a vários refugiados de diversas nacionalidades, uma amálgama de diferentes línguas que, no entanto, expressavam uma mesma mensagem: o desejo de uma vida digna.

"Queremos que os refugiados tenham voz própria, que não tenham porque ser representados por ninguém", declarou à Agência Efe Hassan Zarif, membro do Movimento Popular Palestina Para Todos (Mopat), uma das organizações organizadoras do festival.

Zarif destacou, além disso, que os refugiados precisam ser tratados como "cidadãos", o que implica "votar e ter plenos direitos, como qualquer brasileiro".

No Brasil, o número de solicitações de refúgio subiu 2.868% nos últimos cinco anos, de 966 em 2010 para 28.670 em 2015, segundo um estudo divulgado no mês de maio pelo Ministério da Justiça.

A maioria das solicitações de refúgio recebidas pelo Brasil desde 2010 foi apresentada por haitianos, com 48.371 pedidos, seguida pelas de pessoas procedentes de Senegal (7.206), Síria (3.460), Bangladesh (3.287), Nigéria (2.578), Angola (2.281), Congo (2.167), Gana (2.166), Líbano (1.749) e Venezuela (1.529).

O Brasil historicamente se mostrou disposto a dar refúgio, como já se viu em diversas crises humanitárias, como a que atravessa atualmente Síria, perante a que o país decidiu abrir suas portas a todo aquele que precisasse.

No entanto, como reconheceu hoje em São Paulo Pistchu Luambo, um refugiado de origem congolesa e membro do Grupo dos Refugiados e Imigrantes Sem-Teto, "se já é difícil para um brasileiro, imagina para um refugiado que chega aqui e não tem nada".

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