Pesquisas indicam nova vitória do PP e Podemos em 2º lugar na Espanha

Madri, 19 jun (EFE).- Faltando uma semana para as eleições legislativas da Espanha, as pesquisas divulgadas neste domingo indicam uma vitória do Partido Popular (PP), apesar de longe da maioria absoluta no parlamento, com a coalizão de esquerda Unidos Podemos no segundo lugar, deixando o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) com a terceira colocação no pleito.

Jornais como o "El País", "El Mundo" e "ABC" publicaram suas pesquisas hoje, realizadas no início desta semana, que indicam novo parlamento fragmentado, assim como depois das eleições de dezembro. O pleito do próximo domingo foi convocado exatamente porque os partidos não conseguiram negociar um acordo.

Em dezembro, o PP, do presidente do Governo interino Mariano Rajoy, obteve 123 cadeiras do parlamento, contra 90 do PSOE, 69 do Podemos e 40 do Ciudadanos.

A pesquisa do "El País" indica que o PP conseguirá 114 cadeiras contra 93 do Podemos, que desta vez se aliou à Izquierda Unida (IU) para formar a coalizão Unidos Podemos, enquanto o PSOE cairia para 82 parlamentares e o Ciudadanos para 39.

A pesquisa do "El Mundo" é mais favorável ao PP, que teria entre 124 ou 129 cadeiras, à frente do Unidos Podemos (86-92), PSOE (73-78) e Ciudadanos (35-40). Já o "ABC" indica que o PP pode obter entre 121 e 124 deputados, com o Unidos Podemos na sequência (84-85), o PSOE (80-83) e o Ciudadanos (38-40).

Para obter a confiança do Congresso, que conta com 350 deputados, é preciso obter 176 cadeiras em uma primeira votação ou maioria simples na segunda. As pesquisas mostram que a divisão que saiu das urnas em dezembro não foi algo conjuntural.

A única novidade é a ascensão do Podemos ao segundo lugar, embora já em dezembro os votos do partido unidos ao da Izquierda Unida superassem os obtidos pelo PSOE.

Se as urnas confirmarem no próximo domingo os resultados das pesquisas, os partidos serão obrigados a negociar para estabelecer um novo governo, diálogo que fracassou em dezembro.

O histórico recente é desanimador, já que houve apenas um único acordo entre PSOE e Ciudadanos, insuficiente para que o socialista Pedro Sánchez fosse eleito presidente do Governo.

O presidente do Governo interino e candidato do PP, Mariano Rajoy, que rejeitou a proposta do rei Felipe VI de seguir no cargo e passar pela aprovação do Congresso justamente por não haver apoio necessário, evitou falar sobre os resultados das pesquisas hoje.

Durante toda a campanha, Rajoy reiterou que a melhor opção para a Espanha é a formação de uma grande coalizão similar à de muitos países europeus.

A abordagem do líder do PP não encontra respaldo entre PSOE e o Ciudadanos, que reiteram que não permitirão que ele siga no poder, acusando-o de ser responsável por cortes nos programas sociais e de ter permitido a corrupção que afetou seu partido nos últimos anos.

Convocado pelo candidato do Unidos Podemos, Pablo Iglesias, para formar um governo progressista, Sánchez também evitou falar sobre quem seu partido apoiará após o dia 26 de junho.

Sem se referir às pesquisas, que fariam o PSOE perder o status de líder da esquerda no país, Sánchez afirmou que o "socialismo não é resignação, é luta". "A mudança está muito perto, e para isso precisamos de um PSOE forte e vencedor".

Iglesias, que se negou a apoiar Sánchez como presidente de governo devido ao acordo entre PSOE e Ciudadanos, pede agora a ajuda dos socialistas para ser o novo chefe do Executivo na Espanha.

As pesquisas indicam que uma coalizão entre Podemos e PSOE teria mais apoio do que uma hipotética aliança entre PP e Ciudadanos. Mas faltaria à esquerda espanhola o apoio de algum dos pequenos partidos nacionalistas catalães ou bascos para a formação do governo.

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