Canadá afirma que guardas atacados em Cabul trabalhavam na embaixada

Cabul, 20 jun (EFE).- A embaixada canadense em Cabul anunciou que os guardas de segurança que viajavam nesta segunda-feira em um ônibus que sofreu um ataque suicida em Cabul, no qual morreram 14 deles, trabalhavam para sua legação diplomática na capital afegã.

"Confirmamos que houve um ataque nesta manhã contra nossa companhia privada de segurança quando se dirigiam à embaixada", afirmou em comunicado a legação canadense.

Segundo a nota, o ataque não afetou o complexo da embaixada em Cabul e o Canadá publicará mais informação quando tiver mais detalhes.

"Nossos corações e pensamentos estão com as famílias dos afetados neste covarde ataque terrorista", sentenciou a embaixada.

O ataque suicida contra o ônibus aconteceu no começo da manhã no leste de Cabul e nele morreram 14 guardas de segurança, todos eles de nacionalidade nepalesa, e outras nove pessoas ficaram feridas, entre as quais havia cinco nepalíes e quatro afegãos, segundo um comunicado do Ministério do Interior afegão.

Os talibãs reivindicaram o ataque suicida "contra os invasores estrangeiros" em mensagem divulgada por um de seus porta-vozes, Zabiullah Mujahid, no qual garantiu que "mais de 20 guardas ficaram mortos e feridos".

A instabilidade no Afeganistão aumentou desde o fim da missão militar da Otan em dezembro de 2014 e os talibãs foram avançando no controle do país assim como na frequência e tamanho dos atentados nas grandes cidades.

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