Chile entrega carta de naturalização a 45 crianças palestinas refugiadas

Santiago do Chile, 20 jun (EFE).- A presidente do Chile, Michelle Bachelet, entregou nesta segunda-feira a carta de naturalização a 45 crianças e jovens palestinos de entre sete e 20 anos, que chegaram como refugiados ao país em 2008.

"Ser uma nação integrada ao mundo é muito mais que aprofundar relações econômicas por meio de tratados de livre-comércio. É muito mais que pertencer a organizações internacionais e participar de fóruns ou operações militares. É fazer nossas as dores e os problemas dos seres humanos onde quer que se encontrem", afirmou a governante.

No marco do Dia Mundial do Refugiado, Bachelet acrescentou que abrir as fronteiras do Chile não consiste somente "em permitir o livre tráfego de bens e serviços: é abrir nossas casas, nossas ruas, nossas culturas e nossas vidas a todos".

"É estender a mão aos que escolheram o Chile como uma segunda pátria. É estender a mão e apoiar àqueles e àquelas que, buscando proteger suas vidas, encontraram no Chile um refúgio de paz", enfatizou a presidente chilena.

No último mês de janeiro, o Chile eliminou o requisito de idade para solicitação de nacionalidade aos filhos e filhas dos refugiados, em uma decisão que estabeleceu que estas crianças e jovens podem adquirir a naturalização no mesmo momento que seus pais.

Em 2007 o governo chileno havia aceitado receber e assentar um grupo de 116 pessoas palestinas - 28 famílias -, provenientes do Iraque.

Segundo informação oficial, apesar de 83% deles terem nascido no Iraque, devido à política de preservação da identidade palestina, nenhum recebeu a nacionalidade iraquiana e também não tinha plena nacionalidade em seu país, razão pela qual não podiam ingressar no terreno chileno.

O Chile permitiu o ingresso destas famílias com base nas considerações humanitárias e nas solicitações da comunidade internacional através do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

No ano passado, o governo do Chile entregou as cartas de nacionalidade aos adultos do grupo que chegou em 2008, mas faltava a resposta aos meninos e meninas destas famílias.

"Hoje estamos pagando esta dívida, ao entregar a 45 meninos e meninas as cartas de naturalização com as quais assumem nossa nacionalidade. Hoje podemos dizer, com propriedade, que são chilenos e chilenas, que esta pátria fez deles, por adoção, seus filhos", declarou Bachelet na cerimônia.

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