Líder de partido xenofóbo diz que morte de deputada foi incidente isolado

Londres, 20 jun (EFE).- O líder do partido xenófobo UKIP, Nigel Farage, negou uma possível relação entre o assassinato da deputada trabalhista Jo Cox, vítima de um homem com suposta ligação neonazista, e a defesa da saída do Reino Unido da União Europeia (UE) em referendo que será realizado na quinta-feira.

Em um comício para promover o "brexit" - a saída da UE -, Farage lembrou que a campanha pela permanência quer colocar sobre o seu partido o rótulo de "mau", depois de ter focado sua campanha em discutir os perigos da imigração.

"Sinto que a campanha pela permanência está dizendo: 'nós somos os bons, e eles os maus. Quero negar isso. Quero dizer que o ocorreu foi um incidente isolado e não tem nada a ver, francamente, com os verdadeiros argumentos deste referendo", afirmou o político.

O assassino de Cox, deputada que morreu após ter sido baleado em plena rua na última quinta-feira, no norte da Inglaterra, pediu no sábado, em sua primeira audiência judicial, "morte aos traidores e liberdade para o Reino Unido".

Ao atirar contra a parlamentar, de 41 anos, que durante anos trabalhou como voluntária em agências humanitárias, o homem teria tido, segundo testemunhas, "Britain First!", em possível alusão ao partido britânico de extrema-direita.

Pouco antes do assassinato de Cox, o UKIP tinha divulgado uma campanha eleitoral similar às usadas na propaganda nazista, na qual se vê uma fila de refugiados sírios tentando entrar no Reino Unido.

Farage disse hoje que não há "nada de mau" no pôster, embora tenha pedido desculpas pela apresentação pública da peça "em momento inoportuno".

A divulgação do cartaz fez com que a deputada conservadora Sayeeda Warsi, de origem paquistanesa, mudasse de lado. Ela anunciou hoje que deixou a campanha a favor do "brexit" para se unir aos que defendem a permanência do Reino Unido na UE.

Por sua vez, a escritora britânica J.K. Rowling, criadora da saga "Harry Potter", voltou a discursar hoje a favor da sequência do país na UE, com a divulgação de um texto em seu site na qual defende sua ascendência franco-alemã.

A autora ressalta que a campanha do "brexit" está cheia de "racistas e gente com preconceitos", embora também critique o tom apocalíptico da campanha favorável à permanência, liderada pelo primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron.

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