Parlamento Afeganistão aprova ministro da Defesa após quase 2 anos de governo

Cabul, 20 jun (EFE).- O parlamento afegão aprovou nesta segunda-feira a nomeação do general Abdullah Khan Habibi como ministro de Defesa após quase dois anos de reiterados fracassos por parte do presidente, Ashraf Ghani, para que o Legislativo desse sinal verde aos diferentes candidatos propostos por ele.

Habibi, diretor do Estado-Maior até que em maio assumiu a pasta de forma interina, obteve o respaldo de 167 dos 224 parlamentares da câmara Baixa presentes da sessão, na qual também foi nomeado Masoum Stanekzai como chefe da inteligência.

Após servir durante quatro décadas nas fileiras do Exército, Habibi se transforma assim no chefe desta pasta fundamental desde que Ashraf Ghani jurou seu cargo como presidente em 29 de setembro de 2014.

No meio da crescente insegurança no país, o parlamento tinha rejeitado nos últimos meses outros dois candidatos propostos por Gani, entre eles Stanekzai, enquanto um terceiro abandonou a corrida antes de se submeter à votação.

Stakezai foi ministro da Defesa interino até o maio, apesar de ter sido rejeitado pelo parlamento quase um ano antes e assumido então a chefia interina da principal agência de inteligência afegã, o Diretório Nacional de Segurança (NDS, em inglês).

O posto ficou vago depois que seu antecessor, Rahmatullah Nabil, renunciou em dezembro pela "pressão" à qual garantiu estar submetido desde a chegada de Gani ao poder.

Apesar da pasta da Defesa ser a única que ficava por outorgar, a nomeação de Habibi não representa ainda a esperada formação de um governo completo no Afeganistão devido à recente renúncia do titular de Minas e Petróleo.

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