Casa Branca diz que rejeição do Senado a controle de armas mostra "covardia"

Washington, 21 jun (EFE).- A Casa Branca afirmou nesta terça-feira que a rejeição do Senado a quatro propostas que visavam um maior controle das armas de fogo no país foi uma "vergonhosa exibição de covardia" e que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está "profundamente frustrado" a respeito da situação.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, enfatizou em declarações às emissoras "CNN" e "MSNBC" que as medidas que foram submetidas à votação na segunda-feira no Senado contavam com "um forte apoio bipartidário".

Os senadores republicanos "continuam protegendo um vazio legal que permite que pessoas suspeitas de terrorismo comprem uma arma de fogo. Isso não faz nenhum sentido", denunciou o porta-voz do presidente.

Uma semana após o massacre em uma boate gay de Orlando, na Flórida, que deixou 50 mortos (entre eles o autor dos disparos) no tiroteio mais mortífero da história dos EUA, o Senado rejeitou quatro propostas legislativas para aumentar o controle sobre as armas de fogo no país.

Nenhuma das quatro medidas propostas (duas pelos republicanos e duas pelos democratas) alcançaram o mínimo necessário de 60 votos para avançar, já que os senadores votaram em blocos claramente partidários, com a oposição dos progressistas às iniciativas dos conservadores e vice-versa.

Duas das medidas votadas (uma democrata e outra republicana) eram bastante similares quanto ao objetivo: impedir que pessoas investigadas por terrorismo possam comprar armas.

A terceira proposta, apresentada pelos republicanos, dificultaria que os históricos das pessoas com doenças mentais pudessem ser acrescentados a bases de dados de potenciais compradores de armas.

E a última proposta, apresentada pelos democratas, buscava exigir que todos os compradores de armas do país passassem antes por uma comprovação de seus antecedentes, o que hoje em dia não ocorre em todos os estados.

Earnest destacou nesta terça-feira que, nas 24 horas posteriores ao massacre de Orlando, houve outros 42 incidentes com armas de fogo em todo o país. Esses incidentes "ocorrem todos os dias, em comunidades de todo o país", insistiu o porta-voz.

Segundo uma pesquisa da emissora "CNN" divulgada nesta segunda-feira, 92% dos americanos apoiam que todos que quiserem comprar uma arma de fogo se submetam antes a um controle de antecedentes.

Enquanto isso, 85% dos indagados é a favor de proibir a compra de armas às pessoas incluídas na lista de suspeitos de terrorismo do governo.

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