Combates entre Exército filipino e rebeldes deixam 3 mortos e 26 feridos

Manila, 21 jun (EFE).- Pelo menos três pessoas morreram e 26 ficaram feridas nesta terça-feira nas Filipinas em enfrentamentos entre o Exército e rebeldes islamitas do Abu Sayyaf na província de Sulu, no sul do país.

Os combates ocorreram na cidade de Patikul quando o Batalhão de Infantaria 32 localizou um grupo de 200 rebeldes e iniciou uma troca de tiros, disse à Agência Efe Filemon Tan, porta-voz do Comando para Mindanau Ocidental, a região onde aconteceu a operação.

Depois de mais de uma hora e meia de enfrentamentos e de os rebeldes se dispersarem, pelo menos três membros do Abu Sayyaf morreram, enquanto dez insurgentes e 16 soldados ficaram feridos, indicou Tan. O Exército filipino realiza operações na província de Sulu para encontrar membros do Abu Sayyaf após a execução de Robert Hall, o segundo canadense decapitado por membros dessa organização em menos de dois meses.

"As Forças Armadas das Filipinas seguem intensificando as operações militares em Sulu para encurralar o Abu Sayyaf e resgatar os demais reféns", afirmou Tan.

Hall foi decapitado na semana passada em Sulu depois de o prazo para o pagamento de um resgate de 600 milhões de pesos (mais de US$ 12 milhões) terminar e sua cabeça foi encontrada poucas horas depois na porta de uma catedral na cidade de Jolo. Ele tinha sido sequestrado junto ao também canadense John Ridsdel, o norueguês Kjartan Sekkingstad e a filipina Marites Flor em setembro do ano passado em um complexo hoteleiro do sul das Filipinas.

Dos quatro reféns, apenas Sekkingstad e Flor continuam vivos, pois os sequestradores também decapitaram Ridsdel em 25 de abril, ao expirar o primeiro prazo imposto para receber o dinheiro do resgate.

Três dias depois da execução de Hall, o Abu Sayyaf ameaçou matar outro refém.

"Se não tiver resgate, haverá outra decapitação", advertiu na quinta-feira o porta-voz dos insurgentes, Abu Raami.

O Abu Sayyaf foi criado em 1991 por um grupo de ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a União Soviética e a eles são atribuídos alguns dos atentados mais sangrentos dos últimos anos nas Filipinas. O grupo recorre aos sequestros como forma de conseguir financiamento e, atualmente, mantém, além do cidadão norueguês e da filipina, um japonês e a um holandês em cativeiro.

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