Combates no norte da República Centro-Africana deixam ao menos 22 mortos

Bangui, 21 jun (EFE).- Pelo menos 22 pessoas morreram em enfrentamentos armados entre um grupo de ex-rebeldes Séléka e uma comunidade pastoril na cidade de Batangafo, no norte da República Centro-Africana, informaram nesta terça-feira à Agência Efe fontes hospitalares.

Homens armados da Frente Patriótica para o Renascimento da República Centro-Africana (FPRC, sigla em francês), procedentes de várias aldeias da região, atacaram Batangafo como represália pelos ataques cometidos pelos pastores.

"Os ex-combatentes Séléka queriam expulsar os pastores de Batangafo porque os acusam de causar muitos danos na região", explicaram à Efe fontes da cidade que preferem manter o anonimato.

Nos últimos meses, as comunidades pastoris do norte da República Centro-Africana realizaram ataques contra aldeias da região após perderem várias cabeças de gado para homens armados que não foram identificados.

O ministro de Segurança Pública da República Centro-Africana, Jean Serge Bokassa, anunciou ontem que o governo do país e a Missão da ONU (MINUSCA) multiplicarão seus esforços para acabar com os enfrentamentos entre grupos armados rivais.

"A MINUSCA reitera sua disponibilidade, em colaboração com o governo e os atores envolvidos nesses incidentes, para encontrar uma solução para a crise ligada à transumância", declarou ontem a missão em comunicado.

Bokassa, por sua vez, também condenou o sequestro de seis policiais no bairro muçulmano PK5 de Bangui, que estariam em poder de uma milícia local como vingança pela detenção de várias pessoas em um controle de segurança no PK12, outro bairro muçulmano da capital.

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