Hillary vence Trump em nova pesquisa, mas não causa entusiasmo

Washington, 21 jun (EFE).- A democrata Hillary Clinton segue à frente do republicano Donald Trump na corrida pela Casa Branca, apesar de ambos candidatos não conseguirem entusiasmar o eleitorado, segundo uma nova pesquisa publicada nesta terça-feira nos EUA.

De acordo com a pesquisa, feita pela rede "CNN" e a empresa ORC de 16 a 19 de junho com 1.001 adultos, Hillary teria um respaldo de 47%, contra 42% de Trump.

A ex-secretária de Estado também se mantém na liderança se for levado em conta os candidatos do Partido Libertário, Gary Johnson, e do Partido Verde, Jill Stein, que não têm assegurada a participação em todos os estados do país.

Nesse cenário, Hillary obteria o apoio de 42%; Trump, de 38%; Johnson, de 9%, e Stein, de 7%.

Um dado chamativo da pesquisa é que, entre os eleitores registrados (891 dos indagados), 22% se declaram indecisos.

Quando os entrevistados foram questionados se tinham entusiamos em ver Hillary ou Trump como moradores da Casa Branca, menos de 30% expressaram animação, de acordo com a pesquisa, que tem uma margem de erro de 3,5%

De fato, a maioria se declara temerosa (56% se o magnata ganhar, 46% se a ex-secretária de Estado vencer) ou envergonhada (56% se Trump vencer e 39% se Hillary for eleita).

A ex-primeira-dama também leva vantagem sobre o multimilionário nova-iorquino em alguns estados que podem se inclinar pelos democratas ou pelos republicanos, como a Flórida, segundo uma pesquisa divulgada hoje pela Universidade Quinnipiac (Connecticut).

Hillary venceria Trump na Flórida, o maior desses estados, por oito pontos (47% contra 39%).

No entanto, as margens são muito mais acirrados em Ohio (ambos alcançariam 40%) e Pensilvânia (Hillary 42% e Trump 41%).

O estudo do centro acadêmico foi elaborado de 8 a 19 de junho com 975 eleitores da Flórida (margem de erro de 3,1%), 971 em Ohio (3,1%) e 950 na Pensilvânia (3,2%).

Ambas pesquisas foram divulgadas em um momento complicado para Trump, que nesta segunda-feira despediu seu chefe de campanha, Corey Lewandowski, faltando menos de cinco meses para as eleições presidenciais.

A saída de Lewandowski acentua a crise da campanha do empresário, que não aparece como favorito nas pesquisas eleitorais desde o começo de junho e conta com menos fundos que Hillary para financiar a custosa corrida eleitoral.

O ganhador do pleito substituirá na Casa Branca o democrata Barack Obama, que dirige o país desde 2009 e fez história como o primeiro presidente negro dos Estados Unidos.

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