Parlamento venezuelano quer ouvir Podemos sobre suposto financiamento ilegal

Caracas, 21 jun (EFE).- A Assembleia Nacional da Venezuela, composta em sua maioria por opositores do presidente Nicolás Maduro, convocou dirigentes do partido espanhol Podemos para prestarem depoimento em uma comissão parlamentar no dia 6 de julho por suposto financiamento ilegal ao governo do país.

"Fiz a convocação, temos que esperar que eles confirmem", disse nesta terça-feira à Agência Efe o presidente da Comissão Permanente de Controladoria da Assembleia Nacional, Freddy Guevara.

O deputado afirmou que os dirigentes do Podemos receberam a opção de propor outra data para o depoimento devido à "distância" e por estarem "em campanha" eleitoral para o pleito do próximo domingo na Espanha.

Guevara destacou que os deputados venezuelanos não falaram com os dirigentes do Podemos diretamente e que estes "deveriam ser os mais interessados em esclarecer este assunto, (dizer) que eles não estão financiados por um governo estrangeiro".

O político venezuelano lembrou que se trata de pouco mais de 7 milhões de euros "que teriam sido dados" pelo governo do falecido presidente venezuelano Hugo Chávez (1999-2013) "a uma fundação que está vinculada ao Podemos e da qual eram eles diretores".

Trata-se da fundação Centro de Estudos Políticos e Sociais (CEPS), vinculada ao Podemos, enquanto o financiamento teria acontecido entre os anos de 2003 e 2011.

A Assembleia Nacional convocou, com cartas assinadas pelo próprio Guevara, o secretário-geral do Podemos, Pablo Iglesias; o secretário de Política do partido, Íñigo Errejón; além de Juan Carlos Monedero e Luis Alegre.

Guevara disse que informará nos próximos dias se os dirigentes espanhóis responderam ou não à solicitação.

Hoje a deputada de Podemos em Les Corts e tesoureira da Fundação CEPS, Fabiola Meco, negou que a fundação tenha recebido 7 milhões de euros do governo venezuelano, enquanto o governante Partido Popular (PP) pediu que se averigue os parlamentares que trabalharam nela.

Meco explicou que esses 7 milhões aparecem em um documento interno do governo venezuelano, mas em nenhum caso são ordens de pagamento, e defendeu que tudo o que foi recebido pela fundação está declarado, é público e passou por todos os trâmites.

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