Subsecretário viaja para Caracas para reativar diálogo entre EUA e Venezuela

Washington, 21 jun (EFE).- O subsecretário de Estado dos EUA para Assuntos Políticos, Thomas Shannon, viajou nesta terça-feira a Caracas para reativar o diálogo bilateral com a Venezuela, como acordaram na semana passada os titulares das Relações Exteriores de ambos países.

"Shannon está viajando para Caracas, Venezuela, onde estará entre 21 e 22 de junho por pedido do secretário (de Estado americano, John Kerry) e a convite do governo da Venezuela", indicou o Departamento de Estado em comunicado.

Na semana passada, Kerry e sua colega venezuelana, Delcy Rodríguez, acordaram retomar o diálogo bilateral em um encontro privado à parte da reunião anual de chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Santo Domingo, e decidiram que Shannon viajaria em breve a Caracas para isso.

Esse funcionário, que no ano passado também viajou para Caracas em outro momento de tensão com a Venezuela, "dará seguimento à reunião de 14 de junho entre o secretário Kerry e a ministra Rodríguez na Assembleia da OEA", conclui o breve comunicado.

O Departamento de Estado não esclareceu com quem Shannon se reunirá durante sua visita.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse na semana passada que estava de acordo com o início dos contatos com os Estados Unidos "ao mais alto nível" e garantiu estar pronto para recolocar a relação "em nível de embaixadores", ao confirmar que quer diálogo com o país americano, mas "com respeito" e "sem imposições".

"Tom Shannon será bem-vindo quando quiser vir, nós estamos prontos para a diplomacia bolivariana de paz, ter relações de respeito com os Estados Unidos da América do Norte, com o governo do presidente (Barack) Obama e com os governos futuros", acrescentou Maduro na quinta-feira.

Kerry, por sua vez, disse na semana passada que a viagem de Shannon "ajudará" ambos países "a retomarem as relações", e que dessa visita sairá um novo calendário de encontros entre ambos países.

As relações entre Estados Unidos e Venezuela foram tensas desde a chegada ao poder, em 1999, do já falecido presidente Hugo Chávez, mentor e antecessor de Maduro, e desde 2010 as legações diplomáticas de ambos países não têm embaixadores.

Essa tensão se agravou em março de 2015, quando o presidente dos EUA, Barack Obama, emitiu um decreto com sanções a funcionários venezuelanos no qual declarava a Venezuela uma "ameaça" para a segurança nacional americana.

Maduro, além disso, acusa os Estados Unidos de ingerência e de promover tramas para desestabilizar o país.

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