Coreia do Norte classifica lançamento de míssil como "um sucesso"

Seul, 23 jun (EFE).- A Coreia do Norte considerou nesta quinta-feira (data local) que o lançamento ontem de seus novos mísseis Musudan de médio alcance foi um sucesso, e os classificou como uma arma necessária para aumentar sua capacidade de realizar "ataques nucleares preventivos".

Pyongyang lançou ao mar ontem dois destes projéteis de sua costa oriental, sendo que o segundo deles pareceu funcionar com relativo êxito.

"O lançamento de teste foi realizado com sucesso sem prejudicar a segurança dos países do entorno", afirmou em uma nota divulgada hoje a agência oficial de notícias norte-coreana "KCNA".

O texto assegura que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, esteve presente para "dirigir o lançamento de teste do míssil balístico estratégico terra-terra Hwasong-10 (nome oficial do projétil)".

Segundo a "KCNA", Kim declarou que o míssil é "necessário para aumentar de maneira sustentada nossa capacidade para realizar ataques nucleares preventivos e para prosseguir a pesquisa e desenvolvimento de diversas armas ofensivas estratégicas".

"Este teste constitui uma ocasião importante no que se refere a fortalecer a capacidade de ataque de nosso Estado", concluiu o líder norte-coreano, segundo a nota.

Os lançamentos de ontem foram o quinto e sexto de um Musudan realizados pela Coreia do Norte desde o último mês de abril.

O primeiro dos projéteis disparados ontem parece ter falhado, da mesma forma que os quatro anteriores.

No entanto, segundo o governo sul-coreano o segundo cobriu um alcance de 400 quilômetros e chegou a alcançar a exosfera ao ascender até uma altitude de mil quilômetros, o que fez com que os analistas tenham considerado por enquanto este lançamento como um sucesso relativo.

O Musudan surge como uma nova ameaça para a região já que é o primeiro projétil de alcance médio norte-coreano que pode ser disparado de uma plataforma de lançamento móvel, o que dificulta sua detecção.

Com seu alcance potencial - 4.000 quilômetros - poderia atingir bases americanas do Pacífico em Okinawa (Japão) ou Guam.

Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão condenaram estes últimos lançamentos enquanto a China, aliada mais próxima a Pyongyang, pediu que as partes dialoguem.

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