Estado Islâmico confirma presença nas Filipinas em vídeo

Manila, 22 jun (EFE).- O Estado Islâmico confirmou sua presença no sul das Filipinas em um primeiro vídeo oficial no qual quatro facções diferentes não identificadas juram lealdade à organização, informou nesta quarta-feira o grupo especializado em terrorismo jihadista SITE.

No vídeo, de mais de 20 minutos e que foi divulgado em várias páginas de internet, aparecem também militantes filipinos, indonésios e malaios pedindo a seus compatriotas que se unam ao Estado Islâmico e realizem ataques sozinho.

"Se não podem ir até Síria, unam-se aos mujahedins das Filipinas", afirma um dos terroristas nas imagens, segundo disse a diretora do SITE, Rita Katz, através do Twitter.

O vídeo mostra, além disso, a decapitação simultânea de três homens que não foram identificados no que aparenta ser Síria ou Iraque.

"Seguiremos lutando e fazendo a guerra. Aterrorizando. Colocando medo em vossos corações", diz em inglês um dos executores.

Katz indicou na mesma rede social que "o vídeo do Estado Islâmico nas Filipinas não é nenhuma surpresa" e ressaltou que a milícia jihadista "já disse em várias ocasiões ter uma rede no país, a primeira vez em agosto de 2014".

O grupo radical Abu Sayyaf, a formação rebelde mais violenta das Filipinas, se declarou seguidor do Estado Islâmico e afirmou fazer parte dessa organização em numerosa ocasiões.

No entanto, as autoridades filipinas negaram repetidamente que Abu Sayyaf tenha qualquer tipo de conexão com o Estado Islâmico e atribuem a reivindicação do vinculo a fins propagandísticos.

Abu Sayyaf decapitou nos últimos dois meses dois cidadãos canadenses, John Ridsdel e Robert Hall, ao não receber o resgate no prazo exigido.

Além disso, o grupo ameaça matar um dos dois reféns que sequestrou junto a Ridsdel e Hall, o norueguês Kjartan Sekkingstad e a filipina Marites Flor.

Abu Sayyaf foi criado em 1991 por um punhado de ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a União Soviética e a ele são atribuídos alguns dos atentados mais sangrentos dos últimos anos nas Filipinas.

O grupo recorre aos sequestros para se financiar e atualmente retém, além do cidadão norueguês e da filipina, um japonês e um holandês.

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