Maduro diz que viagem de presidente do parlamento a OEA é um "grave delito"

Caracas, 22 jun (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta quarta-feira que a viagem do presidente do parlamento de seu país, o opositor Henry Ramos Allup, a Washington para tentar participar de uma sessão da Organização dos Estados Americanos (OEA) é "um grave delito".

"Apesar da sentença do TSJ (Tribunal Supremo de Justiça), ele volta a cair no grave delito de usurpação de funções; no dia de hoje o senhor Ramos Allup, mister Allup, tomou um voo privado e foi a Washington solicitar a intervenção da OEA", disse Maduro em um comício transmitido em sinal obrigatório de rádio e televisão.

Na opinião do presidente venezuelano, "é uma insensatez" que o parlamentar tenha ido aos EUA "para solicitar o intervencionismo da OEA".

O presidente da Assembleia Nacional venezuelana viajou à capital americana para participar de uma sessão do organismo hemisférico sobre a crise venezuelana, convocada depois que a Secretaria Geral da OEA pediu a ativação da Carta Democrática sobre a Venezuela.

Apesar de o governo ter advertido que Ramos Allup não tem autorização para participar dessa sessão e de o Supremo ter ditado uma sentença que lhe proíbe de assumir o manejo das relações internacionais, o opositor insistiu que expressará ali sua posição sobre o que ocorre em seu país.

Nesta quinta-feira os 34 países-membros da OEA debaterão sobre um relatório apresentado pelo secretário-geral organismo, o uruguaio Luis Almagro, em uma sessão na qual Ramos Allup pretende realizar um discurso.

O chefe de Estado venezuelano questionou a participação do legislador nesta sessão que, segundo sua opinião, tenta promover a ingerência.

Maduro afirmou que a sessão desta quinta-feira na OEA faz parte de um plano de "intervencionismo" e por isso convocou seus seguidores a mobilizar-se em rejeição à reunião.

"Convoco o povo da Venezuela a colocar-se de pé nas ruas, a defender o direito à paz, à independência, à dignidade desta pátria. Estamos em um momento de definições, ou se está com a Venezuela ou se está com a direita oligárquica estrangeira que pretende nos recolonizar", bradou.

Esta atividade se soma a um série de mobilizações promovidas nas últimas semanas pelos líderes do governo para defender e respaldar o governo de Maduro.

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