Morales acusa Almagro de promover intervenção americana contra Venezuela

La Paz, 22 jun (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou nesta quarta-feira o ex-chanceler uruguaio e secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, de promover "a interveção planificada dos EUA contra a Venezuela".

Morales, através de sua conta oficial no Twitter, reprovou a decisão de Almagro de convocar unilateralmente o Conselho Permanente da OEA, através da invocação da Carta Democrática da organização em 31 de maio.

Este protocolo permite convocar uma cúpula urgente perante a "alteração da ordem constitucional" de um dos países membro, e neste caso a reunião de amanhã pode ter como consequência a suspensão da Venezuela do organização se dois terços dos países representados assim o decidirem.

"Almagro, como Secretário Geral da #OEA e em sua condição de agente infiltrado do império, conspira contra os governos democráticos", afirmou o líder boliviano em outro tweet na mesma rede social nesta quarta-feira.

Morales, aliado político do governo venezuelano, criticou duramente Almagro nas últimas semanas e o acusou de servir aos interesses dos Estados Unidos.

O político uruguaio pretende promover uma saída à crise institucional vivida na Venezuela, e que passa pela libertação dos políticos presos e a realização do referendo revogatório este ano e não em 2017, como sugerem os últimos movimentos do governo venezuelano.

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