Oposição venezuelana diz ter superado assinaturas exigidas para revogatório

Caracas, 22 jun (EFE).- A oposição venezuelana afirmou nesta quarta-feira que superou a quantidade de assinaturas requeridas pelo Poder Eleitoral para solicitar a ativação de um referendo revogatório que possa acabar com o mandato do presidente Nicolás Maduro.

Os opositores validaram 236.386 assinaturas, muito mais que as 195.721 exigidas pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para solicitar que se inicie o processo do revogatório, segundo informou em entrevista coletiva Carlos Ocariz, porta-voz da aliança Mesa da Unidade Democrática (MUD) para esta iniciativa.

"Fomos superando um por um todos os obstáculos que nos puseram, com disciplina, organização, força, paixão e sobretudo com o espírito democrático que nos movimentou como povo", comentou Ocariz.

Embora o CNE tenha solicitado em abril pouco menos de 200.000 assinaturas - o que equivale a 1% do censo eleitoral - para este passo, a oposição coletou 2 milhões, das quais apenas 1,3 milhão foram certificadas pelo Poder Eleitoral para passar à validação, que é a fase que está em curso.

"Já superamos a meta de 1%, mas não nos conformamos. Nós queremos ratificar que a partir de agora começa o que chamamos de operação arremate, onde a partir de amanhã centenas de milhares de pessoas que ainda não validaram vão exercer seu direito", disse o opositor para indicar que a meta é validar todas as assinaturas que foram admitidas.

No entanto, Ocariz reiterou a denúncia que a oposição vem fazendo desde segunda-feira, quando iniciou o processo de validação, sobre a quantidade de máquinas que o CNE instalou para que as pessoas validassem sua assinatura.

Segundo os opositores só foram instaladas 300 máquinas em pouco mais de 100 pontos do país, o que consideram "insuficientes" para que mais de um milhão de pessoas possam validar sua assinatura em apenas cinco dias.

"Milhares de pessoas ficaram do lado de fora nas filas pelo terceiro dia consecutivo", relatou Ocariz.

Uma vez superada esta fase, os opositores deverão voltar a colher assinaturas, desta vez o equivalente a 20% do censo eleitoral, ou seja, cerca de quatro milhões de pessoas, o que seria o penúltimo passo para o referendo.

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