Pedro Sánchez, o candidato otimista

Antonia Méndez Ardila.

Madri, 24 jun (EFE).- Pedro Sánchez, candidato do PSOE, lança mão de otimismo e, com um sorriso no rosto, atinge o coração dos eleitores socialistas para reverter as previsões das pesquisas, que mostram seu partido em terceiro lugar nas intenções de voto.

Segundo as pesquisas, o PSOE ficaria nesta posição, atrás do governista Partido Popular (PP) e do Unidos Podemos, pela primeira vez desde a restauração da democracia, em 1977 e, portanto, deixaria de ser alternativa de governo.

Sánchez, um economista nascido em Madri e atualmente com 44 anos, encara esta possibilidade depois de ter sido o único candidato a se submeter a aprovação no Congresso para se tornar presidente do Governo após as eleições de 20 de dezembro, porque o líder do PP, Mariano Rajoy, vencedor do pleito, recusou a oferta. Foi exatamente essa fracassada tentativa de posse, na qual só contou com o apoio do liberal Ciudadanos, que provocou a nova convocação de novas eleições.

Depois deste insucesso, o próprio Sánchez confessou que tinha se questionado se "valeria a pena continuar tentando esse governo da mudança", mesmo sem ter conseguido o apoio do Podemos, também de esquerda, para este projeto. No entanto, o candidato socialista, um ex-jogador de basquete, não dá como perdida a briga e insiste nesta campanha eleitoral em responsabilizar o líder do Podemos, Pablo Iglesias, pela continuidade de Rajoy, de centro-direita, à frente do governo.

Sánchez se mostra como o único candidato capaz de garantir uma mudança de governo, embora em nenhum momento da campanha tenha revelado se faria um acordo com o PP ou o Podemos.

"Não se pode escolher entre o ruim e o pior, nem substituir um problema por outro", afirmou.

Diante das más perspectivas eleitorais, nesta ocasião o candidato socialista conta com o apoio ativo de todos os líderes territoriais do partido, muitos deles reticentes a sua liderança desde que foi eleito secretário-geral do PSOE em 2014. Desde então, não deixou de driblar obstáculos e se mostrou um autêntico sobrevivente da política. Prestes a completar dois anos à frente do partido socialista, ele tem a sua frente o maior desafio da legenda nos últimos 40 anos: não se tornar a terceira força política na Espanha.

Militante socialista desde os 21 anos, Sánchez começou sua carreira política como vereador em Madri (2003-2009) e depois passou à Câmara dos Deputados, onde já em 2015 se tornou chefe da oposição, dando a réplica ao presidente do Governo, Mariano Rajoy, no debate sobre o estado da nação realizado a cada ano.

O líder socialista conta com experiência no exterior, já que trabalhou dois anos em Bruxelas como assessor da bancada socialista no Parlamento Europeu e depois como chefe de gabinete do Alto Representante das Nações Unidas na Bósnia para o Processo de Reconstrução, Carlos Westendorp.

Desde que foi eleito secretário-geral do PSOE, ele estabeleceu como objetivo ficar conhecido pelos espanhóis e não titubeou ao participar de programas de entretenimento na TV, onde mostrou sua imagem de homem jovem e atlético, com um sorriso franco, sem esquecer também seu lado família: toda vez que tem uma oportunidade, destaca sua esposa, Begoña Fernández, e as duas filhas, Ainhoa e Carlota.

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