Alguns britânicos revelam arrependimento por terem votado pelo "Brexit"

Londres, 25 jun (EFE).- Muitas pessoas recorreram às redes sociais e aos canais de televisão do Reino Unido neste sábado para manifestar seu arrependimento por terem votado a favor da saída do país da União Europeia (UE) no referendo de quinta-feira, ao ver as consequências dessa decisão na política e na economia.

Este sentimento de arrependimento pelo "Brexit", batizado "Bregret" (fusão entre os termos "Brexit" e "regret", que significa arrependimento em inglês) na internet, coincide com várias buscas na rede sobre que é a UE nas horas posteriores à votação.

Em declarações ao canal "ITV", Mandy Suthi, uma estudante que votou pela saída, reconheceu que "votaria pela permanência" se pudesse voltar atrás, "simplesmente porque agora a realidade está sendo amarga".

Mandy confessou que toda sua família, que também tinha apoiado o "Brexit", está "muito decepcionada". "Gostaria de poder votar de novo", opinou.

Já Khembe Gibbons, de Bury St. Edmunds, no condado de Suffolk, disse no Twitter que sentia que seu voto foi "roubado", depois que o líder do partido eurocético e "pró-Brexit" UKIP, Nigel Farage, reconheceu que foi "um erro" a promessa feita durante a campanha de que o dinheiro que seria economizado com a saída da UE seria investido no Serviço Nacional de Saúde (NHS, sigla em inglês) britânico.

"Deixamos a UE, David Cameron renunciou, ficamos com Boris e Nigel admitiu que a promessa sobre o NHS era uma mentira", escreveu Gibbons.

"Eu pessoalmente votei acreditando nessas mentiras, e me arrependo muito, sinto meu voto foi roubado", acrescentou.

Outro britânico, chamado Adam, declarou à emissora "BBC" que votou pelo "Brexit" pensando que a opção da permanência venceria.

"Estou comovido que tenhamos votado pela saída, nunca pensei que isso aconteceria. Não pensei que meu voto tivesse importância, porque estava convencido que íamos ficar", declarou.

O voto favorável ao "Brexit" causou turbulências nos mercados financeiros e a queda da libra para níveis de 1985, além de ter levado o primeiro-ministro, o conservador David Cameron, a anunciar sua renúncia do cargo.

Paralelamente, a Comissão Europeia pediu ao Reino Unido que inicie o mais rápido possível o processo de separação e não espere pela escolha de um novo líder conservador no congresso do partido em outubro, como planejava Cameron.

Uma petição popular no parlamento britânico para que o Reino Unido realize um novo referendo sobre a permanência na União Europeia superou hoje 1 milhão de assinaturas.

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