Britânico Jonathan Hill renuncia como comissário europeu de finanças

Londres, 25 jun (EFE).- O político conservador britânico Jonathan Hill renunciou ao cargo de comissário europeu de Estabilidade Financeira, Serviços Financeiros e Mercado de Capitais da União Europeia (UE), após o Reino Unido votar pelo "Brexit".

"À luz do resultado do referendo, é correto que eu renuncie. Como muitas pessoas no Reino Unido, logicamente estou muito decepcionado com o resultado do referendo e queria que acabasse de outra maneira", anunciou o político em sua conta na rede social Twitter na manhã deste sábado.

O vice-presidente da Comissão Europeia (CE) Valdis Dombrovskis assumirá a pasta, segundo anunciou neste sábado o presidente da instituição, Jean-Claude Juncker.

"Aceitei com uma grande tristeza a decisão do lorde Hill de seu cargo na Comissão Europeia. Hill é um político experiente pelo qual tenho grande respeito e quero agradecê-lo sinceramente pela lealdade e pelo trabalho profissional como membro da minha equipe", afirmou Juncker em comunicado.

Apesar do descontentamento que levou à renúncia ao cargo, Hill ressaltou que "o povo britânico opinou de forma distinta (no referendo), e assim funciona a democracia".

"Ao avançar em direção a uma nova fase, não acredito que seja correto que eu siga como comissário britânico como se nada tivesse acontecido", explicou o político tory (conservador), para confirmar que, em consequência, comunicou a Juncker sua decisão de renunciar.

Hill agradeceu ao presidente a oportunidade que concedida para trabalhar em serviços financeiros e por "ajudar a apoiar o emprego e o crescimento na Europa".

"Vim a Bruxelas sendo alguém que fez campanha para que o Reino Unido não adotasse o euro e cético sobre a UE. Mas, apesar das frustrações, nossa filiação era boa para o nosso lugar no mundo e para nossa economia. Agora temos que trabalhar para fazer com que nossa relação com a Europa funcione o melhor possível", explicou.

O voto favorável à saída da UE no referendo de quinta-feira também motivou a renúncia do primeiro-ministro, David Cameron, que disse que outro líder conservador deve dirigir as negociações para deixar o bloco.

Embora Cameron deva seguir no comando até outubro, quando seria eleito outro líder tory no congresso do Partido Conservador, os dirigentes europeus pressionam para que se ative o mais rápido possível o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, pelo qual se regularia a saída do país.

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