Johannesson desponta como ganhador de eleições presidenciais na Islândia

Copenhague, 25 jun (EFE).- O historiador Gudni Th. Johannesson desponta como o vencedor das eleições presidenciais realizadas neste sábado na Islândia com quase 38% contra 29,8% da empresária Halla Törnasdottir, apurados 40% dos votos.

Na apuração provisória, Johannesson, cujas pesquisas prévias assinalavam como claro favorito, liderava nos sete distritos eleitorais em que se divide este país de cerca de 330 mil habitantes na frente de sua principal rival, em uma eleição disputada em turno único.

Os outros dois candidatos - dos nove no total - aos que as pesquisas davam chances reais de vitória, o ecologista Andri Snaer Magnason e o ex-primeiro-ministro David Oddsson, aparecem muito atrás com 14% e 13,2%, segundo a apuração.

Se for confirmada a vitória, Johannesson, sem experiência política prévia, substituiria o presidente com mais tempo no cargo, Olafur Ragnar Grimsson, que ocupou o posto durante 20 anos, que após anunciar em um primeiro momento que concorreria à reeleição, optou finalmente por retirar sua candidatura.

Grimson tinha dito em seu discurso de Ano Novo que não buscaria um sexto mandato, mas mudou de ideia três meses depois apelando para a crise política originada no começo de abril no país por causa da divulgação dos chamados Panama Papers, embora finalmente tenha desistido após o surgimento de outros candidatos de peso.

As informações da imprensa sobre o uso de sociedades em paraísos fiscais de personalidades de diferentes âmbitos em nível internacional provocaram a renúncia há dois meses do primeiro-ministro, o centrista Sigmundur David Gunnlaugsson.

O escândalo do Panama Papers, que também atingiu a família do presidente, provocou uma onda de protestos na Islândia que lembraram às de 2008 com a crise financeira, sofrida especialmente por este país e que derrubou o então governo do conservador Geir H. Haarde.

O provável futuro presidente, o sexto desde a independência do país da Dinamarca em 1944, tinha prometido em campanha superar o clima de confronto e decepção causado por esse escândalo.

Gudni Th. Johannesson defendeu uma reforma constitucional que permita que sejam convocadas consultas populares se uma porcentagem dos eleitores quiser, e transformar o presidente em uma figura mais simbólica que até agora.

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