Libertação de 41 reféns retidos por rebeldes no Sudão é adiada

Cartum, 25 jun (EFE).- A libertação de 41 prisioneiros de guerra sudaneses capturados pelos rebeldes foi adiada por tempo indeterminado porque os aviões encarregados dessa operação não conseguiram as autorizações correspondentes, informou neste sábado o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

Os reféns estão em mãos do Movimento Popular de Libertação do Sudão-Setor Norte (MPLS-SN) nos conflituosos estados de Nilo Azul e Cordofão do Sul, nos quais está em vigor um cessar-fogo, e a libertação estava prevista para os dias 23 e 24 deste mês.

Entre os presos há militares que foram capturados em abril de 2013 e mineradores contratados por empresas estatais, que caíram em mãos dos insurgentes em fevereiro de 2015.

"Infelizmente não houve uma autorização definitiva para as datas estabelecidas, o que produziu o adiamento da operação até outra data", afirmou o CICV em comunicado.

Vários veículos de comunicação locais indicaram que os aviões do CICV se encontram no aeroporto da cidade etíope de Asosa, capital da região de Benishangul-Gumuz, no oeste do país e fronteiriça com o Sudão.

As aeronaves esperam as autorizações necessárias para voar às regiões de Yabus e Gauda, localizadas respectivamente nos estados de Nilo Azul e Cordofão do Sul.

O CICV, que tenta há meses a libertação dessas pessoas, não revelou a parte que demorou para conceder as autorizações para a decolagem dos aviões.

A organização explicou que desde 2012 ajudou na libertação de 32 prisioneiros de guerra que estavam retidos pelos governos do Sudão e Sudão do Sul e pelos rebeldes na região de Darfur.

As autoridades e os rebeldes que querem derrubar o regime do presidente sudanês, Omar Hassan al Bashir, se enfrentam há três anos em Darfur, Cordofão do Sul e Nilo Azul.

O presidente sudanês anunciou há uma semana um novo cessar-fogo nos estados de Cordofão do Sul e Nilo Azul por um período de quatro meses.

Há três dias, o exército sudanês anunciou seu compromisso com o cessar-fogo, mas advertiu que responderá a qualquer ataque dos rebeldes.

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