Papa visita catedral apostólica armênia, símbolo de unidade no comunismo

Gyumri (Armênia), 25 jun (EFE).- O papa visitou neste sábado a catedral apostólica de Gyumri (norte da Armênia), símbolo de entedimento entre os cristãos por ter amparado ritos apostólicos e católicos na época soviética ao ser o único templo aberto da cidade.

O pontífice esteve acompanhado, o tempo todo nesta viagem à Armênia, pelo patriarca supremo Karekin II, máximo representante da Igreja apostólica, a oficial neste país e cindida de Roma há mais de 1,5 mil anos.

Ambos rezaram em silêncio perante o Ícone das Sete Pragas, uma imagem mariana considerada milagrosa que dá nome à catedral.

A catedral apostólica foi o único templo que permaneceu aberto para os fiéis durante o período soviético na Armênia e, por então, o altar principal era usado para o rito apostólico enquanto no ábside norte se congregavam os católicos e no sul os ortodoxos russos.

O edifício, inicialmente de madeira e reconstruído em pedra no século XIX, sofreu graves danos durante o terremoto que sacudiu esta zona em 1988 e foi reparado graças às contribuições de membros da diáspora na Argentina.

Após abençoar o templo apostólico, Francisco e Karekin II cruzaram a praça que nesta manhã acolheu a missa, e chegaram à catedral católica, que foi abençoada por sua vez pelo patriarca.

A visita de Francisco a esta cidade setentrional da Armênia serviu para entrar em contato com a comunidade católica, uma minoria religiosa no país, onde representa aproximadamente 9,6% de seus três milhões de moradores.

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