Lutero deu "remédio" à corrupção da Igreja de sua época, diz papa

Vaticano, 26 jun (EFE).- O papa Francisco opinou neste domingo que "as intenções de Martinho Lutero não eram equivocadas" e que ele deu "um remédio à Igreja" da época, que estava, segundo o pontífice, mais atarefada com o poder, o dinheiro e a corrupção.

"As intenções de Martinho Lutero não eram equivocadas, era um reformador. Talvez alguns métodos não fossem os justos, mas naquele tempo (...) a Igreja não era realmente um modelo a imitar. Havia corrupção na Igreja, havia mundanidade, obsessão com o dinheiro, o poder", disse.

Francisco fez estas declarações a jornalistas que o acompanharam durante o voo que o levou da Armênia a Roma, entre eles da Agência Efe.

"(Lutero) Era inteligente, deu um passo adiante justificando por que fazia isso. Deu um remédio à Igreja, mas depois esse remédio foi consolidado em um estado de coisas, em uma disciplina, em um modo de fazer crer, um modo litúrgico", afirmou.

Francisco, que viajará à Suécia em função das comemorações pelos 500 anos da Reforma Protestante, voltou a fazer uma mensagem ecumênica e pediu que todos os cristãos trabalhem e rezem "pelos pobres, os perseguidos, os refugiados e tanta gente que sofre".

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