Papa deixa Yerevan após visita de três dias à Armênia

Yerevan, 26 jun (EFE).- O papa Francisco deixou neste domingo Yerevan, após uma visita de três dias à Armênia, desde o aeroporto internacional Zvartnots da capital, com destino a Roma.

O avião do pontífice, acompanhado por seu séquito e várias dezenas de jornalistas, decolou às 18h48 local (11h48, em Brasília) e deve aterrissar no aeroporto romano de Ciampino às 20h40 local (15h40, em Brasília).

Como último ato durante sua visita, o papa e o patriarca armênio Karekin II soltaram dois pombos desde o antigo mosteiro de Khor Virap e diante do monte Ararat, como símbolo de sua aspiração pela paz entre Armênia e seus países vizinhos.

Antes desse momento simbólico, ambos assinaram uma declaração comum na qual deixaram por escrito que o massacre de armênios pelas mãos otomanas em 1915 foi um "genocídio", termo que a Turquia rejeita ferreamente.

No documento comum rubricado na sede do patriarcado armênio, Etchmiadzin, o papa João Paulo II qualificou estes fatos como "o primeiro genocídio do século XX".

Esta 14ª viagem de Francisco ao estrangeiro outorgou, além disso, grande importância aos esforços para se aprofundar na unificação com o resto dos cristãos, concretamente com a Igreja apostólica, a oficial da Armênia.

Entre os atos ecumênicos que protagonizou, o último aconteceu nesta manhã, ao assistir a uma solene Divina Liturgia de rito armênio na sede da Igreja apostólica, em Etchmiadzin, onde solicitou a bênção do próprio patriarca.

O papa deve retornar ao Cáucaso em setembro, quando visitará Geórgia e Azerbaijão.

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