Papa e patriarca armênio denunciam perseguição religiosa

Yerevan, 26 jun (EFE).- O papa e o patriarca apostólico da Armênia denunciaram neste domingo a "imensa tragédia" vivida pelas pessoas que fogem dos conflitos e destacaram que a perseguição religiosa se transformou em "uma realidade cotidiana" nesse contexto.

"Ainda somos testemunhas de uma imensa tragédia que acontece diante de nossos olhos: inumeráveis pessoas inocentes assassinadas, deportadas, obrigadas a um exílio doloroso e incerto pelos contínuos conflitos de tipo étnico, político, religioso, no Oriente Médio e em outras partes do mundo", assinalaram os líderes religiosos.

O papa Francisco e o patriarca Karekin II emitiram uma declaração conjunta assinada na sede do Patriarcado, em Etchmiadzin, na qual afirmaram que, como consequência, "as minorias étnicas e religiosas são alvo de perseguições e tratamentos cruéis que já são uma realidade cotidiana".

Diante dessa situação, os dois líderes religiosos asseguraram que os cristãos "estão convocados a promover uma unidade visível" já que, segundo eles, "os mártires pertencem a todas as Igrejas" e sua situação "supera as divisões históricas entre os cristãos".

Nesse sentido, ambos pediram hoje a seus fiéis que aceitem as vítimas da guerra, do terrorismo e os refugiados e suas famílias porque, como enfatizaram, "está em jogo o próprio sentido de nossa humanidade".

"Pedimos aos fiéis de nossas igrejas que abram seus corações e seus braços para as vítimas da guerra e do terrorismo, para os refugiados e suas famílias", disseram os líderes religiosos.

E acrescentaram: "Está em jogo o próprio sentido de nossa humanidade, de nossa solidariedade, compaixão e generosidade, que pode ser manifestado de modo mais apropriado somente através da utilização imediata e prática dos recursos".

Os dois líderes religiosos reconheceram que "tudo isso já foi feito", mas enfatizaram que "é preciso muito mais dos responsáveis políticos e da comunidade internacional para assegurar o direito de todos a viver em paz e segurança", para "apoiar o Estado de direito, proteger às minorias religiosas e étnicas e combater o tráfico e o contrabando de seres humanos".

Francisco encerra hoje uma visita de três dias à Armênia, a primeira etapa de um viagem aos países do Cáucaso, que continuará no segundo semestre, entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro, quando o pontífice vai a Geórgia e Azerbaijão.

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