Rajoy diz que Espanha "será como os espanhóis quiserem que seja"

Madri, 26 jun (EFE).- O presidente do governo interino da Espanha, Mariano Rajoy, disse neste domingo que o país "será como os espanhóis quiserem que seja", após depositar seu voto no distrito de Aravaca, na capital Madri, para as eleições gerais que acontecem hoje, uma repetição das de dezembro do ano passado.

Rajoy depositou seu voto em meio a uma guerra de gritos de "presidente, presidente!" e "sim, é possível!" lançados, respectivamente, por simpatizantes de seu partido, o conservador Partido Popular (PP), e do Podemos, a legenda de esquerda que, segundo as pesquisas, ficaria em segundo lugar.

Em uma breve declaração, o presidente do governo espanhol desejou que a jornada se desenvolva com tranquilidade e pediu aos cidadãos que compareçam às urnas para votar.

Pouco antes, o candidato do Ciudadanos, uma das novas formações políticas que romperam o bipartidarismo no pleito de dezembro, Albert Rivera, votou na cidade de L'Hospitalet de Llobregat, nos arredores de Barcelona, onde apelou aos "moderados" para que compareçam maciçamente às urnas para fazer com que a Espanha saia do "bloqueio institucional" e para evitar um país de "lados" e "extremos".

Após depositar seu voto, Rivera, que está em quarto nas pesquisas, ressaltou que "hoje é um dia decisivo para a Espanha", ao qualificar de "encruzilhada" a situação vivida no país, defendeu o desbloqueio e "acordos" para poder configurar um governo de "mudança".

"Se você ficar quieto em casa, acontecem coisas como no Reino Unido. Os extremos elegem, o medo vota e a esperança não vota, e depois, se arrependem de terem ficado em casa", disse Rivera em uma clara referência ao "Brexit".

O dia de eleição transcorre sem incidentes na Espanha, onde mais 36,5 milhões de cidadãos estão aptos a votar para eleger os 350 deputados do Congresso e os 208 senadores que formarão as Câmaras do Legislativo.

Os outros candidatos à presidência do governo são o líder da coligação Unidos Podemos, dos partidos Esquerda Unida e Podemos, que ocupa o segundo lugar nas pesquisas, e Pedro Sánchez, candidato do PSOE, o Partido Socialista e Operário Espanhol. Nenhum deles obteria a maioria absoluta para governar sozinho, por isso terão que fazer acordos, assim como em dezembro do ano passado, para formar um governo de coalizão.

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